Inquérito policial está parado
Passados cinco meses da abertura do inquérito policial para apurar responsabilidades pelo esvaziamento do lago e possível crime ambiental pouca coisa caminhou. Depois de tomar alguns depoimentos, em janeiro o delegado do 6º Distrito Policial, Algacir Ramos, pediu a nomeação de uma comissão de peritos com especialistas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), o que ainda não aconteceu.
O delegado informa que está aguardando os autos retornarem do Fórum para que ele possa dar continuidade às investigações. Entretanto, ele pondera que o mais importante foi alcançado: o que a população mais queria era que as obras caminhassem e que o lago voltasse a ficar bonito novamente; e isso foi conseguido. Por outro lado, ele garante que quem tiver que ser punido será.
O advogado Walid Kauss, que encaminhou o pedido de abertura do inquérito à Promotoria do Meio Ambiento, também considera que bem ou mal, as providências estão sendo tomadas. Mas ele acha que a Prefeitura Municipal deveria entrar com medida judicial exigindo que a Sanepar uma das maiores responsáveis pelo assoreamento faça a recuperação do leito do lago. Se não for um trabalho constante, o problema não será resolvido e vai sobrar para o município pagar a conta, reclama.
O presidente da Organização Não Governamental Patrulha das Águas, João Batista Moreira, é outro que avalia que as coisas estão saindo. Ele era contrário ao projeto inicial da barragem no Lago Igapó 2, proposto pelo então secretário de Obras, Luiz Carlos Bracarense, por considerá-lo desnecessário e caro demais. O mais importante agora é que a Prefeitura encha o lago e faça o desassoreamento.
Mas mesmo assim, ele não deixa de fazer críticas. A principal é que, mesmo com o lago revitalizado, os problemas continuarão os mesmos na Bacia do Ribeirão Cambé: A contaminação por esgoto é cada vez maior, o volume de água nos lagos está aumentando por causa da impermeabilização do solo, o lixo continua se acumulando nos lagos. Ele estima que nas grandes chuvas, a bacia deve receber um volume de lixo equivalente a 300 caminhões lotados.





