São Paulo - A Polícia Civil do Rio de Janeiro decidiu prorrogar a conclusão do inquérito sobre o caso Tim Lopes para que seja reunido ''o maior número de provas técnicas e testemunhais possíveis, visando impedir que a defesa dos traficantes acusados consiga encontrar alguma forma de libertá-los''. Segundo o chefe da Polícia Civil, delegado Zaqueu Teixeira, o inquérito vai ser prorrogado por mais 30 dias.
Foram analisados 41 fragmentos de ossos encontrados em um cemitério clandestino da favela da Grota, no complexo do Alemão, zona norte do Rio. Peritos concluíram que uma costela pertencia ao corpo do jornalista. Os restos mortais de Tim Lopes vão ser enterrados hoje no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap.
O traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, apontado como o principal responsável pelo assassinato do repórter, ainda não foi preso. O governo do Rio oferece R$ 50 mil por informações que levem ao traficante.
Tim Lopes, 51, desapareceu no dia 2 de junho, um domingo, quando preparava uma reportagem sobre o suposto abuso de menores de idade e consumo de drogas em bailes funk promovidos por traficantes da zona norte carioca.

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