Cascavel - Depois de mais de cinco meses de investigação, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), ocorrida no dia 18 de dezembro de 2001. O delegado Alexandre Macorin, responsável pelas investigações, esteve ontem no Fórum de Cascavel para entregar o relatório ao Ministério Público (MP). O mesmo relatório foi entregue à Corregedoria da Polícia Civil pelo delegado-geral, Leonyl Ribeiro.
Segundo o promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, o relatório aponta como mandante do crime o policial civil João Adão Sampaio Schisler, que está preso desde janeiro em Curitiba. Ele também é acusado de ter mandado matar Abelino de Jesus Oliveira, em maio do ano passado. O promotor completou que, por enquanto, não pode divulgar o nome do responsável pelos cinco tiros que mataram o deputado.
Ainda de acordo com Balzer, a polícia tem dois suspeitos que ainda estão foragidos e já tiveram o mandado de prisão decretada. Ele informou que durante esta semana estará analisando o relatório entregue pelo delegado e que poderá oferecer denúncia à Justiça se entender que as provas apresentadas estão bem fundamentadas. O promotor prometeu para a próxima sexta-feira uma entrevista coletiva, quando dará maiores detalhes sobre a investigação.
A confirmação do nome do policial como mandante do crime ocorreu depois que a polícia prendeu o acusado Joelço Antunes das Chagas, em Curitiba. Joelço, conhecido como ‘‘Guinho’’, confessou que esteve na mesa de negociação em que foi contratada a execução de Tiago Amorim, supostamente por R$ 40 mil. Tiago Amorim era apresentador de um programa policial na televisão e vinha anunciando que iria divulgar os nomes de policiais civis supostamente envolvidos no desaparecimento de US$ 900 mil que estavam sendo transportados de Foz do Iguaçu para Curitiba. Antes de divulgar os nomes, foi executado em frente ao prédio onde morava em Cascavel.

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