O serviço de telemedicina 24 horas, UPA Digital Londrina, acaba de completar um mês de funcionamento somando mais de 3,3 mil atendimentos realizados desde a implantação do serviço, em 17 de junho. O número mostra a eficiência de uma ferramenta tecnológica na saúde pública, ajudando a resolver os problemas concretos da população.

A UPA Digital Londrina contempla pacientes com sintomas leves e registrou uma média de 94 atendimentos diários no período. A secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, ressaltou que o serviço amplia o acesso à saúde, qualifica a porta de entrada da urgência e contribui para um uso mais racional da rede, tornando-se uma excelente oportunidade para casos leves, garantindo que cada paciente seja direcionado ao atendimento mais adequado.

O objetivo da ferramenta é facilitar o acesso ao atendimento, reduzir filas e desafogar as unidades de urgência durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.

Os atendimentos na UPA Digital são feitos diretamente pela página ou aplicativo Londrina On, por médicos habilitados disponibilizados por um hospital parceiro, da rede privada, com tempo médio de espera de até 15 minutos, segundo a Secretaria de Saúde do município. A iniciativa é voltada a pacientes classificados como de baixo risco, com sintomas leves, cuja triagem é realizada pelo próprio aplicativo.

O serviço contempla consultas para adultos e crianças, oferecendo uma alternativa para quem necessita de avaliação médica sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde. Além da consulta, a UPA Digital possibilita a emissão de receitas médicas e atestados, que são disponibilizados de forma digital pelo aplicativo Londrina On.

Em um cenário em que as unidades de pronto atendimento frequentemente enfrentam superlotação, especialmente neste período de inverno, de maior circulação de vírus respiratórios, oferecer consultas por telemedicina para casos leves representa uma estratégia inteligente. Ao direcionar pacientes de menor complexidade para o ambiente virtual, preserva-se a estrutura física das UPAs para aqueles que realmente necessitam de atendimento presencial e imediato.

A iniciativa também sinaliza uma mudança importante na forma como o poder público se relaciona com o cidadão. Em vez de exigir que todos percorram o mesmo caminho até uma unidade de saúde, o serviço leva o atendimento até a casa do paciente, reduzindo deslocamentos, tempo de espera e exposição a ambientes com maior risco de contaminação. Trata-se de uma solução especialmente valiosa para idosos, pais com crianças pequenas e pessoas com dificuldades de locomoção.

O desafio, daqui para frente, será consolidar o serviço, aperfeiçoá-lo continuamente e garantir que seus avanços alcancem um número maior de londrinenses.

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