A criatividade é uma das características mais marcantes dos brasileiros. A capacidade de superação, principalmente em momentos de crise, ajudou a população a encontrar saídas para superar os períodos de dificuldade. Tanto que o País se destaca em ranking global de empreendedorismo. Entre 54 países avaliados, o Brasil perde apenas para a China, que lidera o levantamento, e para os Estados Unidos (2º colocado).
Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011, realizada anualmente pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, indica que cerca de 27 milhões de pessoas estão envolvidas ou em processo de criação de um negócio próprio. Em média, um a cada quatro brasileiros adultos é empreendedor. É um número bastante positivo, mas a novidade é o grande número de jovens. Em ambiente propício, favorecido pela estabilidade da economia, que possibilita a abertura de negócios por oportunidades, aliado ao comportamento mais inquieto, a juventude tem contribuído para "mudar a cara" do empresariado nacional. Só para se ter uma ideia, 33% dos empreendedores têm entre 18 e 34 anos.
É fator de extrema relevância porque confere um "ar inovador" às empresas nacionais. Tanto que o governo federal lançou o programa "Start-Up Brasil", para incentivar esse modelo de negócio, baseado em pequenas empresas, normalmente de base tecnológica e que apresentam baixo custo e oportunidades rápidas de crescimento. É um investimento que certamente trará bons resultados. O Vale do Silício (região conhecida como "berço" da tecnologia mundial) só prosperou nos Estados Unidos porque aliou uma juventude inquieta em um ambiente favorável e de oportunidades.
Outro dado que reforça a importância do empreendedorismo é que os pequenos são responsáveis por 39% do total da remuneração brasileira, totalizando cerca de R$ 500 bilhões por ano. Os dados reforçam que o empreendedorismo tem que ser incentivado. No caso dessas novas empresas, podem contribuir, inclusive, para mudar o foco da economia nacional.

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