Um projeto para alavancar a inovação tecnológica, aproximando o setor produtivo e instituições de ensino começa a se desenhar em Londrina e pode render bons frutos a médio e longo prazos. O Planejamento do Ecossistema de Inovação de Londrina vem sendo discutido por representantes dos setores público e privado há mais de um ano e definiu cinco áreas prioritárias com potencial de inovação. Realizado por uma organização de pesquisa catarinense, o estudo traz uma radiografia da cadeia produtiva da cidade levando em consideração a vocação, as potencialidades, as tendências e oportunidades de negócios. As cinco áreas apontadas como promissoras são a cadeia do agronegócio, TIC (telecom, hardware e software), químico e materiais, eletrometalmecânico e saúde. Lembrando os frutos que já estão sendo colhidos com as ações na área de TIC iniciadas uma década atrás. A pesquisa analisou setores que podem incrementar o ecossistema de inovação e apontou grande potencial de Londrina na área de químico e materiais, ainda pouco explorada. É o lado positivo de se fazer um planejamento estratégico, pois justamente abre os olhos do poder público e dos investidores para áreas com potenciais e que estavam pouco exploradas. Inovar também é criar caminhos diferentes e traçar outras rotas possíveis para se alcançar um objetivo. É transformar, adaptar, melhorar um processo. Países com economia desenvolvida ocupam os primeiros lugares nos chamados rankings de inovação. Nas últimas pesquisas, o Brasil permanece estagnado, ocupando, nesses rankings, posição pouco privilegiada. Precisamos de pessoas e empresas inovadoras e a notícia de que Londrina está investindo em um estudo nesse sentido é recebida com otimismo. Mas é preciso tirar as ideias do papel. São as propostas inovadoras que podem realmente ajudar na retomada econômica e no crescimento do país.

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