Inocêncio quer disputar presidência da Câmara
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sexta-feira, 29 de novembro de 1996
Agência Estado 
BRASíLIA - Numa demonstração de que sua disposição de disputar a presidência da Câmara é para valer, o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), programa para o início da próxima semana a festa do lançamento oficial de sua candidatura. Sob o comando do deputado Ney Lopes (PFL-RN), seus liderados estão articulando um manifesto que deverá ser apresentado na festa de lançamento, com a assinatura de apoio não só da bancada pefelista como também dos parceiros de bloco do PTB.
Se o PMDB quiser um acordo conosco, terá de incluir a presidência do Senado, justificou Ney Lopes, impondo as condições para que seja cumprido o acerto que dá a um peemedebista - no caso, o líder Michel Temer (SP) - a cadeira de presidente da Câmara. Se querem dar o golpe e disputar, que disputem nas duas Casas, disse o deputado.
Lopes e Inocêncio garantiram que a adesão ao manifesto está sendo maciça. Para marcar a data da festa, falta apenas um sinal verde do presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), que assinou o acordo em torno de sua sucessão com o PMDB. O líder contou que teve uma conversa com Luís Eduardo e o convenceu de que o PMDB não pode sair olímpico na Câmara.
Inocêncio avalia que o apoio a um peemedebista também fortalece o partido adversário na disputa pelo comando do Senado, onde o candidato pefelista é o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Se fizermos o acordo com o PMDB aqui, jogaremos ACM às feras e o deixaremos entregue à própria sorte no Senado, argumentou o líder pefelista.
Feliz com a recomendação da Executiva Nacional do PTB pela manutenção do bloco com o PFL, que lhe dá vantagem na corrida pela presidência, o líder do PFL já programa uma ofensiva para depois da festa de lançamento de sua candidatura. Vou fazer um rebu, anunciou ontem, ao revelar que pretende procurar o prefeito paulista Paulo Maluf na próxima semana. A agenda de conquistas do pefelista também inclui conversas com lideranças dos partidos de oposição, como o PT, o PC do B e o PSB.


