Se, na relação com outras cidades do Paraná, Londrina diminuiu seu ritmo de crescimento nos últimos anos, são oportunos e necessários os dois projetos de incentivo ao desenvolvimento que ora se esboçam. Um, capitaneado por lideranças empresariais, com o nome de Fórum Permanente de Planejamento Sustentável de Londrina e com apoio do Sebrae, e outro a cargo também de empresários e visando o crescimento econômico ao longo do eixo Londrina-Maringá. Se houve queda no ritmo desenvolvimentista desta que é a segunda maior cidade do Estado, foi pela ausência dos necessários incentivos e da propaganda pertinente, que deixaram de atrair investidores. Houve mais arrojo na época dos pioneiros e nas décadas imediatas que se seguiram, mas depois Londrina foi perdendo voz e força, porque escassearam os líderes políticos e os representantes das classes produtoras que em anos passados impulsionaram o progresso, em todos os campos de atividade. Se as políticas públicas, nos últimos tempos, ficaram estancadas no imobilismo, grupos de empresários agora despertam para recuperar o tempo perdido e organizam-se com a meta de ativar mais intensamente o desenvolvimento. O plano é corrigir rotas e adequar-se aos novos tempos e não deixar que se apague a chama que, em outros momentos, aqueceu o entusiasmo da gente destas terras norte-paranaenses. Este é o caminho, que deve alicerçar-se - como esses movimentos propõem - em projetos bem estruturados, com a participação do poder público e de técnicos em estratégias de desenvolvimento. Com a transição da monocultura cafeeira para a diversificação agrícola e pecuária e o ingresso do agronegócio e de avançadas tecnologias, implantou-se um novo modelo econômico e isto passou a exigir o acompanhamento pari passu das lideranças políticas. Mas tal não ocorreu e houve descompasso e atrasos nessa corrida. Ocorreria, como decorrência, também o aumento dos problemas sociais. Por isso, soam alentadoras as notícias de que grupos de empresários formulam agora projetos para uma nova arrancada de crescimento, com visão para o presente e para as próximas três décadas. O Fórum Permanente conta com o engajamento de 27 entidades públicas e privadas, com o olhar voltado para a atração e fomento da indústria, do comércio e dos serviços, a melhoria da infra-estrutura da saúde, da educação e da segurança e do índice de desenvolvimento humano no geral. O outro projeto visa, com parceria também de agências de desenvolvimento do Paraná, atrair investidores de outros pontos do Brasil e do exterior, por meio de campanhas da propaganda da região - uma estratégica adotada com êxito no passado para atrair os compradores de terras.

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