Se fizermos um balanço diário de nossas vidas iremos constatar que, no geral, nos têm acontecido mais coisas boas que ruins. Mas ainda carregamos esse vício instintivo da lamentação, talvez por temor do olho gordo, ou quem sabe para evitar que nos peçam dinheiro emprestado, ou ainda por receio de que os santos, se nos ouvirem cantando alegrias e exaltando a vida, parem de nos ajudar... Não todas as pessoas, naturalmente, mas a maioria evita proclamar que seu negócio vai bem, ou não revela uma fórmula de sucesso que tenha experienciado. Ignora que quanto mais coisas boas propagandear, mais o universo ao seu redor se expandirá.
Mas já estamos vivendo uma expansão da consciência e estas coisas começam a mudar. Porque, se queremos realmente um mundo melhor, temos que construí-lo começando por nós mesmos, fazendo da melhor maneira possível as coisas que são de nossa atribuição e de nossa responsabilidade, e isto inclui exaltar nossos sucessos e os sucessos alheios. Vibrações boas que emanamos entram em sintonia com vibrações idênticas que inundam o universo, e se adquirirmos o hábito dessa prática - em contraposição ao vício da lamentação e da maledicência - começaremos a presenciar, como a um passe de mágica, as coisas boas e cada vez melhores irem acontecendo.
Não bastasse essa verdade que vem dos tempos eternos, estamos no limiar do terceiro milênio, deixando a era de Peixes e entrando na era de Aquário, que será um tempo de profundas mudanças na Terra. Mudanças para melhor.
Estamos ingressando na era do entendimento. Entre os homens, e entre estes e os seres angélicos das dimensões superiores e as civilizações intergaláticas que nos rodeiam. O desconhecido se tornará conhecido, o invisível se tornará visível. O ser humano conhecerá uma grande amplitude de sua percepção. Estes tempos estão bem próximos e será privilégio de toda a humanidade ainda vivente presenciá-los, se tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir.
É necessário um grande esforço de cada um para que se eleve a consciência da humanidade. E como fazê-lo? Abandonando os egos, que têm sido os geradores de todos os desentendimentos humanos através dos milênios, e exercitar essa arte tão difícil para nós que é a arte do amor. E amor é algo tão simples como reconhecer o próximo como um igual. O mais vem por acréscimo.
Uma boa prática de amor à humanidade será criarmos, todos os dias, a imagem mental de um mundo sem guerras, sem hostilidades, com as pessoas dando-se as mãos e reconciliando-se, competindo menos e partilhando mais; a imagem de pessoas encontrando o seu emprego, preservando o meio ambiente, porque este é o nosso lar planetário; de pessoas mais saudáveis, mais alegres, mais felizes, em harmonia com todos e com todas as coisas. Podemos criar as imagens que quisermos. Os resultados se manifestam. Então, não há ninguém que não possa ajudar.
Não temos que olhar para eventos isolados de desajustes humanos e achar que, só por eles, o mundo não tem mais salvação. Nos lembremos sempre de que, a cada dez acontecimentos que estão ocorrendo neste instante, apenas um pode não ser tão louvável, mas os outros nove o são, e que os veículos de comunicação têm cultivado mais a divulgação daquele percentual de desgraças do que as virtudes do homem e da natureza. Mas em breves tempos esses espetáculos da tragédia, que assistimos pela tevê, terão cada vez menos apreciadores, eis que a humanidade avança para um estado mais elevado de consciência, e como tal as pessoas é que decidirão o que querem para si.
Vamos nos sintonizar mais com nossa essência divina e com nossas divindades. Elas também estão envolvidas nessa grande missão salvadora. Se os templos não nos dão as respostas que buscamos, melhor é abandoná-los, mesmo porque muito breve ‘‘haverá um só rebanho e um só pastor’’. E esse pastor não será encontrável no interior de nenhuma igreja.
Templos têm constituído, ao longo da história, mais atraso do que avanço espiritual, por suas pregações no mais das vezes equivocadas acerca das próprias Escrituras. Ali se tomou como verdade fundamental uma ira de Deus, o poder de demônios de chifres e rabo, idéias de pecado e de tenebrosas punições, que só afundam os já confusos fiéis em mais medos e conflitos, tristeza, doença, sofrimento. As igrejas não melhoraram os homens.
A corrente eletromagnética da Terra entrou num processo de purificação, e sinais disto serão bem visíveis a partir do início de milênio. Essa mudança se dá como decorrência das novas formas de pensamento do senso comum dos humanos, voltados para a condenação às guerras, à ganância, aos conflitos, e uma maior e mais veloz reconexão com a espiritualidade adormecida, porém pulsante, e que começa a reflorescer de um modo como nunca aconteceu antes. Apesar da interferência bloqueadora dos desequilibradores da ordem, a humanidade começa a ajustar-se e a ajudar-se, e verá, triunfante, a contrapartida da ajuda dos céus.
- WALMOR MACCARINI é jornalista em Londrina

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