Infraestrutura também é prioridade
A tão sonhada obra de ampliação do Aeroporto José Richa, de Londrina, finalmente pode sair do papel. Esta semana, o governador Beto Richa (PSDB) e o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), assinaram o contrato de financiamento para a reforma. A liberação de R$ 26,2 milhões, recurso do Sistema de Financiamento aos Municípios (SFM) e gerenciado pela Fomento Paraná, será destinada ao pagamento pela desapropriação de imóveis da face norte do aeroporto. A Fomento Paraná já havia liberado R$ 16 milhões para desapropriações na face sul, que terminaram no início do ano.
O projeto total de ampliação do aeroporto está estimado em R$ 78,8 milhões. Ele inclui a ampliação da pista em 600 metros, aumento da faixa de segurança nas laterais e instalação de equipamentos de auxílio à navegação aérea. O município é responsável por fazer a desapropriação das áreas necessárias a um custo estimado de R$ 30 milhões. A desapropriação é uma contrapartida para o investimento da Infraero estimado em R$ 48,8 milhões.
O Aeroporto José Richa atende cerca de cem municípios da região, no Norte do Paraná e Sul do estado de São Paulo, uma área de mais de 2 milhões de habitantes em um raio de 100 quilômetros. Segundo dados do governo do Paraná, entre 2009 e 2014, o número de passageiros que anualmente transitou pelo aeroporto praticamente dobrou, passando de 575 mil para 1,1 milhão. Somente esses números são suficientes para justificar a importância do aeroporto e a necessidade de obras de ampliação e modernidade. Tanto que após concluída, a obra permitirá triplicar o número de embarques e desembarques. A expectativa é que os trabalhos comecem no primeiro semestre do ano que vem.
Há muitos anos a falta de espaço e as condições climáticas limitam os serviços prestados pelo aeroporto de Londrina. O desenvolvimento da região passa por melhorias na infraestrutura de transporte e isso serve para o País. Tanto que um dos principais desafios para o Brasil é eliminar deficiências em aeroportos, ferrovias e mobilidade urbana que prejudicam a competitividade nacional.





