Desenvolvimento e infraestrutura caminham juntos e a deficiência nesse quesito traz consequências extremamente negativas para o Brasil. No Paraná não é diferente e o investimento em infraestrutura é uma das principais reivindicações do setor produtivo. O problema foi tema do EncontrosFolha e o jornal vem frequentemente trazendo o debate para as suas páginas.

A deficiência brasileira em infraestrutura vem de longa data - é histórica – e interfere no potencial competitivo do País. Faltam investimentos no setor e as razões para esse deficit são muitas e passam pela falta de recursos financeiros, inexistência de financiamento em longo prazo, desinteresse político em determinadas obras e até ausência de projetos. Está cada vez mais claro que a solução requer a participação da iniciativa privada.

Nesta semana, o governo do Estado deu um passo importante para ajudar a solucionar o problema. Trata-se da criação de um banco de projetos executivos de infraestrutura, que contará com R$ 350 milhões para viabilizar estudos que facilitem a obtenção de financiamentos públicos e privados para obras de reestruturação de rodovias, ferrovias e até ligadas à segurança pública. Na primeira etapa serão liberados editais para a licitação de R$ 51 milhões em projetos executivos para 26 trechos de rodovias em todas as regiões do Estado, entre as quais a duplicação de 52 km da PR-445, principal via de ligação entre Londrina e o Porto de Paranaguá, entre Irerê e Mauá da Serra.

O primeiro pacote de projetos executivos que serão financiados inclui nove rodovias em várias regiões do Estado, conforme mostra reportagem do Caderno de Economia desta quarta-feira (28). O valor anunciado será dividido em três pacotes de investimentos, de R$ 105 milhões nos primeiros 12 meses e de dois aportes de R$ 155 milhões e R$ 90 milhões a partir de 2021.

O Tesouro Estadual financiará a maior parte dos recursos, que também contará com linhas de financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), como no caso da PR-445.

O banco de projetos era uma demanda do G7, as sete maiores entidades do setor produtivo no Paraná e certamente será uma medida interessante para que o governo do Estado possa buscar recursos em instituições públicas e privadas. As chances de conseguir verba aumentam quando se tem o projeto na mão para apresentar aos investidores. Além disso, trabalhando com antecipação, é possível prever obstáculos e realizar estudos com mais qualidade e transparência.

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