A FOLHA publica hoje a última reportagem da série "Desafios do Paraná", que tem por objetivo debater as áreas prioritárias que exigirão mais atenção do próximo governador do Estado. Anteriormente, foram discutidos os temas: educação, segurança pública e saúde. Hoje o assunto abordado é a infraestrutura, uma das principais deficiências do Brasil e apontada como um dos gargalos que impedem maior crescimento econômico.
Há décadas não são feitos investimentos significativos em infraestrutura logística, como rodovias, portos, aeroportos e hidrovias. Além disso, em um país com grande extensão territorial como o Brasil, o caminho entre o campo e os portos fica muito distante. Estimativa da cadeia do agronegócio aponta que cerca de 60% de toda produção agropecuária é transportada pela malha rodoviária, enquanto apenas 21% ficam com as ferrovias, apesar da
grande diferença de custos. Outro dado extremamente relevante é que cerca de 60% das estradas brasileiras foram consideradas em mau estado, segundo levantamento da Confederação Nacional dos Transportes feito em 2010.
No Paraná, a situação é parecida. Produtores reclamam das dificuldades de escoamento da produção agrícola, enquanto entidades representativas do agronegócio, das indústrias e do transporte de cargas apontam o alto custo do pedágio e a grande quantidade de estradas em pistas simples como um dos principais gargalos. Se a responsabilidade está na esfera judicial, por
conta dos contratos firmados, é certo que em poucos trechos foram
registradas melhorias significativas.
No entanto, segundo especialistas consultados pela reportagem, a
infraestrutura deve ser discutida a partir da integração dos vários modais e de vários Estados brasileiros. E, nesse ponto, praticamente não há conversações. O assunto vem sendo debatido há vários anos no País e, até agora, pouco – ou quase nada – foi feito. Quase toda grande obra vem acompanhada de escândalo de corrupção e desvio de dinheiro público. E, por isso, é importante que a sociedade fique atenta à questão.
Avaliar planos de governo, pesquisar a vida pregressa dos candidatos, alianças e coligações são fatores importantes. É a partir desse levantamento que os eleitores terão condições de escolher o melhor candidato – a pessoa com melhores condições de definir os rumos do Estado.

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