Infraestrutura deficitária
Um dos Estados mais desenvolvidos do País, o Paraná apresenta um número vergonhoso quando se trata da infraestrutura. Números do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) - como mostra reportagem desta FOLHA - indicam que o Estado conta com 117.033,84 quilômetros de malha rodoviária entre federais, estaduais e municipais. No entanto, somente 20.239,88 quilômetros - ou míseros 17% - são pavimentados. O número fica ainda pior se considerarmos que apenas 5% do total pavimentado é duplicado.
O martírio dos motoristas que precisam trafegar pelas rodovias que cortam o Paraná é diário. Além disso, milhares de vidas são perdidas em acidentes todos os anos, além dos prejuízos deixados pelo caminho. É uma realidade que não pode perdurar e que merece atenção especial dos governos federal e estadual. O anúncio feito ontem do início das obras na BR-153, a Transbrasiliana, que liga União da Vitória (Sul) à divisa com Santa Catarina, vem em boa hora, mas não se pode ficar apenas nesta rodovia. É urgente que sejam direcionados recursos para obras em outros locais.
Já é passado o momento de melhorar a estrutura viária do Paraná. Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indica que, em 2008, o Estado era o responsável pelo quinto maior Produto Interno Bruto do País, ficando atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Além disso, pelas estradas estaduais é escoada parte da safra brasileira de grãos negociada no mercado externo e exportada via Porto de Paranaguá. Relatos diários na imprensa mostram as perdas de parte da carga, provocadas pelas más condições das rodovias.
Como o Paraná poderá continuar crescendo se - como o restante do País - apresenta uma infraestrutura deficitária? É preciso ação mais efetiva para melhorar esse cenário. O mundo passa por uma crise econômica mundial e, assim como avaliam analistas, não será um período curto. Como país em desenvolvimento - e com participação importante na economia mundial - o Brasil tem a chance de sair dessa turbulência melhor do que entrou. Basta aproveitarmos a oportunidade. E isso só será feito com políticas sérias que visem unicamente o desenvolvimento do País.





