Enxugamento
Nelson Justus (PTB) confirmou ontem o plano de enxugamento colocado em prática pela mesa executiva da Assembléia para reduzir o número de funcionários da Casa, objeto de reportagem da Folha no domingo. O presidente da Assembléia admitiu que as demissões – uma média de 50 por semana, 250 até o momento – estão sendo feitas com discrição para não expor a questão a polêmicas. ‘‘Estamos chamando um a um’’, assinalou o deputado, dando a entender que a leva maior de demissões será mesmo durante o recesso do final do ano, quando vencem centenas de contratos celetistas. Justus informou que a folha de pagamento de 2.720 funcionários da Assembléia consome R$ 4,3 milhões e que o plano de demissões tem por objetivo enxugar ao máximo a estrutura. ‘‘Gostaria que os outros poderes (Executivo e Judiciário) estivessem tão equilibrados quanto o Legislativo’’, comparou Justus.



Fora da lista
O fato de Curitiba não aparecer entre as 100 cidades mais violentas do País a partir de dados estatísticos de homicídios em 97, que a Folha de S. Paulo publicou no domingo, restabeleceu o sono do secretário da Segurança, Cândido Martins de Oliveira. ‘‘Não pode ser motivo de comemoração, mas dá a garantia de que a Capital não é essa Baixada Fluminense que criticam por a풒, resume ele.
Curto-circuito
Não convidem para a mesma mesa os empresários Mario Celso Petráglia e Salomão Soifer. O fio desencapou por conta de concorrência, orçada em R$ 16 milhões, para aquisição de equipamentos para o terminal de contêineres do Porto de Paranaguá.
Lançamento
A menos de uma semana da briga pelo comando estadual do PT, os candidatos estão em campanha. Ontem, foi a vez de Padre Roque lançar oficialmente seu nome a presidente do diretório. Roque acha que, mais que as alianças, o PT deve bater na tecla de lançar candidaturas próprias. Mesmo discurso do também candidato Marcio Pessati.
Bloco
PSB, PL, PST e PSC podem se unir e formar bloco na Assembléia. A união garante a representatividade do grupo nas comissões, porém representa a perda das mordomias comuns às lideranças de bancada.
Sofisma 1
‘‘As finanças do Paraná estão sendo administradas dentro de rigorosos padrões de responsabilidade, que conferem ao Estado situação de absoluta liquidez. Mau exemplo dá quem passou pelo governo, não fez nada e, agora, emprega sofismas e meias-verdades para enganar a opinião pública.’’ Torpedo do secretário Giovani Gionédis (Fazenda) sobre a análise feita por Alvaro Dias sobre as finanças do Paraná.
Sofisma 2
Gionédis explica que dos R$ 8,7 bilhões de dívida fundada do Estado, R$ 4,5 bilhões correspondem ao empréstimo feito pelo governo Lerner para sanear o Banestado, ‘‘prejudicado com a liquidação do Badep, efetuada quando Alvaro Dias era o governador’’.
Revanche
Os agentes do Diretran, em Curitiba, voltaram a atacar no Centro Cívico, autuando multas de trânsito. A morte de Aníbal Khury deixou os infratores da região sem padrinho.
Isoladas
Maria Elisa Paciornik insiste que o fim de alguns cargos à disposição hoje das faculdades isoladas não é retaliação. Segundo a secretária da Administração, o recadastramento detectou 34 funções irregulares, que não são cargos em comissão e que terão de ser extintas.

Esfola
O vereador Paulo Salamuni, de Curitiba, levou sem saber por quê. Foi apartar um empurra-empurra na convenção municipal do PMDB de Curitiba anteontem e ganhou uma unhada de um delegado descontrolado. Salamuni teve de tratar do ferimento numa farmácia. Levou pontos na boca.
Arranjo
Não se sabe ainda para onde vai pender o PMDB de Ponta Grossa na disputa do ano que vem. As duas facções costuraram acordo na convenção de domingo. O professor Wilson Rocha foi eleito presidente. Djalma de Almeida Cesar, o líder do PMDB pró-Jocelito Canto (PSDB), e o vereador Rogério Quadros, defensor de uma candidatura própria, uniram forças. Por enquanto.
Na Justiça
Os aprovados no concurso da Polícia Civil, para escrivão e investigador, estão articulando ação na Justiça contra o governo caso o secretário da Segurança, Cândido Martins, não cumpra a promessa de contratá-los até 15 de novembro. O fim do prazo de 90 dias para a nomeação dos aprovados, avalizado pela Assembléia há 10 dias, pôs os concursados em pânico, apesar de entenderem que não são atingidos pela mexida no Estatuto do Servidor.
Caixa vazio
O governo alega que não tem dinheiro para promover as nomeações dos 1.896 aprovados. E que existe orientação do governo federal proibindo contratações até que o Estado cumpra a Lei Camata, que limita em 60% das receitas líquidas os gastos com a folha de pagamento. Os concursados alegam que saúde, segurança e educação são exceções.
Balanço
O ‘sermão’ em cima dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus rendeu. O deputado-pastor Edson Praczyk, presidente do PL no Paraná, informa através de assessoria que o partido filiou em 45 dias cerca de 8 mil pessoas. Das quais, 22 como pedigree para concorrer a prefeito em 2000.
Perguntinha
Teve bingo na festa do Largo da Ordem, fim de semana em Curitiba?

Vapt-Vupt
• Salvo imprevisto de última hora, Lerner acompanha no dia 25, às 11 horas, com o diretor da Thera Indústria de Autopeças S.A., Bruno Coelho Amaral, inauguração da unidade de produção da empresa em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.
• A Thera é uma joint venture firmada entre a Rhea, de Belo Horizonte, e o grupo espanhol Gestamp. Cada empresa tem 50% do capital votante. A Renault é o primeiro grande cliente da empresa, que fornecerá todas as peças estampadas externas, desde teto e capô até portas.
• A menos de um ano para as eleições, o festival de pesquisas corre solto em Apucarana. Por enquanto a disputa fica polarizada entre o atual prefeito Carlos Scarpelini (PSDB) e o ex-prefeito Valter Pegorer (PFL).
De Curitiba, com redação e sucursais

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