Perdas e ganhos
Furioso com a disseminação das notícias na imprensa sobre a compra de dólares por sua mulher, Maristela, o senador Roberto Requião atira para todo lado, sem medir consequências, no velho estilo conhecido. Reflexos do desgaste político que vai carregar nessa história toda. Já na questão do fisco, ele garante a amigos estar tranquilo desde o telefonema que disparou anteontem para o chefão da Receita Federal, Everardo Maciel. Consultado pelo senador sofre as consequências da troca de real por dólar – sem remessa para o exterior, conforme tem jurado Requião –, Maciel teria dito que o caso zera na Receita Federal assim que a família de Maristela pagar a diferença decorrente do ganho real obtido na operação de câmbio da moeda brasileira pelas notas do Tio Sam, nos impostos declarados e recolhidos no ano passado, a partir da venda de um apartamento em São Paulo.



Alto risco
Com os dólares da família Quarenghi mantidos no Brasil, como tem garantido Requião, uma lição para o resto da existência o senador tira de tudo isso: quantos meandros bancários escusos pode percorrer um cheque administrativo assinado por investidor de boa-fé (no caso Maristela), num circuito de operações triangulares que, desde o pós-Collor, o Banco Central prometeu moralizar, exigindo, por exemplo, o recadastramento de contas bancárias de todos os cidadãos brasileiros de bem?
Mais enxuto
O orçamento do Paraná preparado pelo governo para 2000 será mais enxuto. Não passa, segundo Giovani Gionédis, de R$ 8 bilhões. Na Assembléia, a avaliação é de que o governo não quer mais arriscar com dados fictícios. Ainda mais com a lei de responsabilidade fiscal tramitando pelo Congresso.
Audiência pública
A Comissão de Direitos Humanos da OAB-Paraná realiza às 17 horas de hoje uma audiência pública para debater os efeitos das hidrelétricas da Copel sobre áreas indígenas ao longo do Rio Tibagi, Norte do Paraná. Será no auditório da Cândido Lopes, em Curitiba.
Todos os lados
Dez caciques, três representantes da Funai, um representante do Ibama e o assessor especial para Assuntos Indígenas do governo do Paraná, mais os especialistas no assunto confirmaram presença na audiência pública da OAB. Será a terceira audiência na OAB. Desta vez dando voz aos índios, sobre as barragens.
Na trave
O presidente do STF, ministro Carlos Velloso, não aceitou recurso da Procuradoria-Geral do Estado para anular liminar em favor do Sindicato dos Fiscais. Mais um capítulo da ‘novela’ Paranaprevidência.
A seco
Os seis policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) que estão em Londrina para tentar esclarecer crimes recentes estão passando maus bocados. Há duas semanas na cidade, eles ainda não receberam verbas para diárias.
Debandada
Quarenta filiados do PMDB de Londrina ligados ao ex-presidente Marcos Colli anunciaram que estão deixando a sigla, descontentes com a dissolução para acomodar o grupo do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida.
Visita
A direção da Folha em Curitiba recebeu ontem à tarde a visita do diretor comercial Vitor Warken Filho; do gerente regional de Comunicação Social, Luis Sérgio Vieira da Silva; de José Eliseu Galva, do Departamento de Lojas; e de José Francisco Cunha, da Comunicação Social. Todos da Telepar-Tele Centro Sul.




Na dependência
Alex Canziani (PSDB) é parte interessada na definição do novo secretário do Trabalho. O mais novo deputado federal do Paraná foi ontem a Brasília acertar os detalhes de sua posse. Da definição de seu sucessor dependem suas instalações na Câmara. Alex não sabe se ocupa o gabinete de Valdomiro Meger, o suplente da vez, de Werner Wanderer, ou de Ivânio Guerra, os dois últimos cotadíssimos junto a Lerner para assumir a pasta.
Festa-surpresa
Alcyone Saliba (Educação) fez uma surpresa no aniversário de Maria Elisa Paciornik (Administração), ontem, em Curitiba. Trouxe um coral mantido pela Secretaria de Educação para homenagear a aniversariante. Com direito ao ‘Parabéns a você’ e músicas do folclore brasileiro.
Metralhadora
A imprensa nacional tem detonado um político do Paraná por semana. Primeiro, há cerca de 15 dias, foi o ministro de Esportes e Turismo, Rafael Greca, por conta dos bingos. O alvo desta semana é o senador Requião e a mulher Maristela.
Não fecha
As investigações da PF do Rio Grande do Norte envolvendo a conversão de R$ 250 mil em dólares, feita por Maristela, tem respingado na família Requião. O irmão mais velho do senador, Eduardo Requião, desmentia ontem a boataria de que estaria fechando seu restaurante, para morar em Miami, nos Estados Unidos.
Candidato
Pelo contrário. Eduardo está mais estabelecido do que nunca em Curitiba. Ontem à tarde, o irmão de Requião tinha encontro marcado com lideranças do PDT para acertar a sua filiação até o dia 30 de setembro, prazo fatal para troca partidárias dos que têm interesse na disputa do ano que vem. Eduardo quer concorrer à Prefeitura de Curitiba. Sustentado no argumento de que o legado político familiar vem do pai, Wallace de Mello e Silva, que foi prefeito de Curitiba no passado.
Perguntinha
Quem será o próximo político paranaense a entrar na mira?

Vapt-Vupt
• A imprensa paulista voltou a cobrar esclarecimentos do ministro de Esportes Rafael Greca (PFL) em relação ao controle do funcionamento das casas de bingo, domingo à noite, no programa de debates ‘Cartão Verde’’, da TV Cultura.
• O jornalista José Trajano – que também é diretor do canal de esportes ESPN Brasil – disse que Greca ‘‘precisa parar de viajar para o exterior e de ir a festas e banquetes para explicar o que está acontecendo no Ministério.’’ O comentarista Flávio Prado foi mais ácido. Afirmou que gostaria de conhecer ‘‘quem inventou Greca como ministro’’.
• Edição recente do Jornal do Senado revela que de 95 a 98, o ex-ministro Clóvis Carvalho viajou 370 vezes em aviões da FAB. A denúncia foi feita pelo senador Ademir Andrade (PSB-PA), que contabilizou: foi uma viagem a cada três dias.
De Curitiba, com redação e sucursais

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