Dever de informar
Os leitores desta Folha foram os únicos com acesso a jornais que tiveram oportunidade de acompanhar a luta dos médicos para salvar a vida do homem público mais poderoso do Paraná das últimas três décadas, desde o internamento de uma semana atrás, até a morte de Aníbal Khury na última segunda-feira. Todas as matérias que se seguiram a partir da edição de quarta-feira, 25, foram balizadas no princípio primeiro do jornalismo, o do direito do leitor de ser informado, sejam as notícias boas ou ruins. A equipe manteve plantão no Hospital Santa Cruz e passou a fazer uma cobertura responsável, credenciando-se ao acesso a informações adicionais dos médicos e da família. A ponto de, na edição de segunda-feira, trazer sozinha um material jornalístico que alertava os paranaenses para o pior. Garantida pela agilidade, perseverança e espírito de equipe, é em momentos como este que a Folha se testa e estampa sua credibilidade e qualidade editorial.



Duelo
A morte de Aníbal Khury desencadeou uma crise na base aliada. Valdir Rossoni e Nelson Justus disputam a presidência da Assembléia, o que tem provocado forte dor de cabeça para o governador Jaime Lerner. Os dois não abrem mão da briga pelo legado de Khury.
Equilíbrio
‘‘A morte de Aníbal Khury é um divisor de águas da política paranaense. Ele fará falta tanto ao governo, quanto à oposição, tamanha a habilidade na administração de conflitos. Era o fiel da balança que sabia se posicionar a favor do governo quando dele se exigia ação moderadora, mas quando era preciso, transformava-se no grande defensor da instituição parlamentar.’’ Definição do diretor-superintendente desta Folha, João Vieira Filho, sobre a trajetória de Khury.
Ring-ring
A Tim Celular informou ontem que não foi o governo do Estado que teve seus celulares cortados por atraso de pagamento, mas que a suspensão do serviço por cerca de uma hora dos aparelhos em uso pelo Estado se deve a um erro da própria operadora. Apesar de o pagamento da conta estar em dia, conforme a Tim, o disco que seguiu para batimento nos computadores era errado. Tão logo a Tim soube da suspensão do serviço por uma queixa da administração estadual, restabeleceu a comunicação, acompanhada de um pedido de desculpas.
Erro alheio
Conforme a assessoria da Tim, o sistema de batimento de contas do serviço celular está sendo prestado pela Telepar, de telefonia fixa – portanto a autora do equívoco. O sistema próprio de cobrança da empresa de celulares está em fase de implantação.
Vermelho
O balanço do Banestado referente a 98 traz números nada animadores para os acionistas. A instituição fechou as contas com prejuízo de R$ 2,6 bilhões. O relatório, que terá de ser publicado nos jornais como determina a Lei das Sociedades Anônimas, começou a ser assinado pela antiga diretoria do banco no final da semana que passou.

Homenagem 1
O governo do Estado e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) planejam construir memorial na praça Nossa Senhora de Salete em homenagem a Aníbal Khury. A obra só sai depois de desmontado o acampamento dos sem-terra.
Homenagem 2
A família Khury estuda a viabilidade da criação de um instituto ou fundação que seriam alojados na propriedade que o deputado comprou em União da Vitória, batizada de ‘‘Castelinho do Alemão’’. Um livro do assessor Rafael de Lala e do jornalista Milton Ivan Heller completarão as homenagens.
Corpo fora
‘‘É um problema do Estado com a Fazenda. Se o tesouro vai ou não fazer (a antecipação) o problema é dele.’’ Palavras do presidente da Itaipu Binacional, Euclides Scalco, sobre a antecipação dos royalties de Itaipu reivindicada pelo governo do Estado para tirar as finanças do buraco.
Incógnita
Giovani Gionédis e José Cid Campêlo Filho não embarcaram para Brasília para tentar, mais uma vez, sinal verde da Secretaria do Tesouro Nacional para a antecipação dos royalties. ‘‘Mas estamos cada vez mais confiantes porque uma Medida Provisória autorizou a União a adquirir os royalties do Rio em troca do pagamento de sua dívida’’, disse Campêlo Filho.
Almoço
O senador Osmar Dias almoça hoje com o ministro da Fazenda Pedro Malan. No cardápio está o endividamento dos Estados. Osmar quer saber por que o governo federal permite que os Estados assumam empréstimos que não podem pagar. No caso paranaense, o senador pretende saber como anda a questão dos royalties.
Bronca
Osmar é contra a falta de informação. Em sua opinião, os senadores deveriam ser consultados sobre essas operações financeiras, que se não forem bem administradas podem trazer problemas a curto prazo.
Defesa
Membros do diretório do PMDB de Londrina entregaram ontem à executiva estadual, em Curitiba, defesa jurídica para o processo que pede intervenção da executiva no diretório londrinense.
Seminário
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira e demais entidades promovem hoje seminário ‘‘Como negociar com os países árabes’’. O evento começa às 13h30, e será realizado em Curitiba, no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Paraná (Cietep).

Vapt-Vupt
• O presidente do TJ, Sidney Zappa, comentou ontem o resultado do 41º Encontro do Colégio de Presidentes dos TJs do Brasil, ocorrido em Vitória (ES). Ele disse que um dos problemas comuns, que norteiam os tribunais, é a falta de recursos para que o Judiciário ‘‘cumpra seu papel’’.
• O Banco Comercial Uruguai inaugura, oficialmente, amanhã a sua agência em Curitiba – a primeira no Paraná. A diretoria já vai avisando que não tem qualquer interesse na compra do Banestado. A inauguração será marcada com um coquetel no Graciosa Country Club, em Curitiba.
De Curitiba, com redação e sucursais

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