Eleição plebiscitária
Lerner e Aníbal Khury reuniram-se ontem no Palácio Iguaçu para, além das finanças do Estado, tratarem da sucessão municipal em Curitiba. O presidente da Assembléia apresentou uma tese ao governador. Segundo Aníbal, quanto mais candidaturas próprias forem lançadas em Curitiba, no ano que vem, melhor para o projeto de Cassio Taniguchi. O deputado acha que o PFL não deve reprimir a intenção do PTB aliado ao governo de lançar concorrente. ‘‘A concentração em apenas duas candidaturas, a do senador Roberto Requião e de Taniguchi, por exemplo, é muito perigosa. Torna-se uma eleição plebiscitária, que em alguns casos traz mais prejuízos para quem está no governo’’, avaliou. Para Aníbal, o ideal é que o PFL mantenha ao máximo o bom relacionamento com PTB e demais aliados para, num segundo turno, negociar apoios. ‘‘Temos de fazer acordo no primeiro turno para ganhar no segundo’’, sugeriu.



Alerta
‘‘Quem vencer em Curitiba, tem 90% de forças para fazer o governador em 2002. O grande esforço político tem de ser na capital. Sempre foi assim, mas os políticos nunca entenderam assim.’’ Outra observação feita por Aníbal a Lerner, ontem.
Otimismo
Beto Richa está empolgado com a repercussão de sua pré-candidatura a prefeito de Curitiba. ‘‘Se o Aníbal (Khury) confirmar apoio, venço no primeiro turno’’, tem apostado. O filho do ex-governador José Richa acha que para enfrentar a máquina da prefeitura em favor de Taniguchi precisa manter-se no PTB. O partido, segundo ele, detém um bom tempo no horário eleitoral.
Retorno
O Centro Cívico voltou à carga. As cúpulas do Legislativo e Judiciário retornaram do recesso parlamentar e férias forenses, respectivamente.
Gongo
Nem a assessoria de Rafael Greca, o ministro de Esportes e Turismo, escapou da ação de cambistas no jogo Atlético e Flamengo, no último sábado. Se não fosse a interferência de amigos, um dos assessores de Greca desembolsaria R$ 40,00 por um ingresso. Trezentos por cento acima do preço normal.
Crescimento
A arrecadação de ICMS no Paraná cresceu 2,15% no primeiro semestre de 99 em relação ao mesmo período de 98. O governo arrecadou de janeiro a junho R$ 1,6 bilhão. O crescimento se deve, segundo a Secretaria da Fazenda, às operações anti-sonegação.
Pressão
O deputado governista Luiz Carlos Zuk (PDT) voltou do recesso falando grosso. Disse ontem que se reuniu com os prefeitos dos Campos Gerais e que ficou acertado que o grupo dá prazo de 15 dias para a secretária Alcyone Saliba soltar dinheiro para o transporte escolar. Caso contrário, uma caravana de crianças baixará na Secretaria de Educação.
Privilégios
Zuk está disposto ainda a emplacar projeto que isenta os servidores civis e militares com mais de 65 anos de contribuição previdenciária. O deputado quer também que os servidores com mais de um cargo contribuam exclusivamente em cada cargo e não cumulativamente.
Comprovante
Saiu no Diário da Justiça ontem. O presidente do TJ, Sydney Zappa, baixou resolução dando prazo até o dia 15 para que os juízes de Direito do Paraná enviem comprovante de residência na respectiva comarca. O desembargador quer acabar com a festa de magistrados que não estão fixados nas cidades, como manda a Lei Orgânica da Magistratura.

De volta
A vice-governadora Emília Belinati (PTB) volta ao trabalho hoje depois de três semanas em Nova York, onde fez curso de inglês e aproveitou para dar um relax junto com o filho, Antonio Carlos Belinati (PSB). Emília chegou no domingo a Londrina para rever a família e hoje estará em Curitiba, onde se reúne com sua assessoria para traçar projeto de trabalho para o segundo semestre.
Romaria
Emília pretende se debruçar sobre a situação do Paraná e somente depois de análise detalhada é que anunciará seus planos políticos. Ela deverá manter agenda de intensa visita aos municípios.
Incógnita
Perguntar não ofende. Que tanto conversavam Antonio Belinati, o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida e o ex-secretário de governo de Belinati Gino Azzollini, no jantar oferecido pelo reitor da Universidade Norte do Paraná, Marco Antônio Lafranchi, sábado, na chácara de Lafranchi? O jantar foi preparado para o governador de Minas, Itamar Franco.
Candidato?
Nesse jantar, numa outra roda de conversa, Itamar garantiu: ‘‘Lá em Minas, o que se ouve dizer é que o candidato mais forte ao governo do Paraná é o Antonio Belinati’’. O prefeito assina ficha no PFL sábado em Londrina, às 10 horas, no auditório do Com-Tour Shopping Center.
Laços
O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, está estudando propostas para entrar no PSDB ou PMDB. Jackson circulou bastante à vontade no congresso do PMDB, sábado, mas é inegável sua proximidade com o presidente do PSDB local, Luiz Carlos Hauly. Os dois se reuniram semana passada para debater assuntos da universidade.
Chance
Jackson pode reforçar o PSDB na disputa municipal. Ex-aliado de Belinati, essa pode ser a chance do reitor da UEL concorrer a um cargo político pela primeira vez. Outro partido que o assedia é o PTB.
Repercussão
Hauly aprovou a entrada de Cheida no PMDB. ‘‘É mais um candidato para fazer oposição ao Belinati.’’ Para Alvaro Dias, Cheida buscou espaço certo para ser candidato.
Visitas
A direção da Folha recebeu ontem, em Curitiba, a visita da secretária da Criança e Assuntos da Família, Fani Lerner. A primeira-dama do Estado estava acompanhada de Eliane Daitschman, do Sindicato do Vestuário de Curitiba, e Adelir de Fátima Bet Carbonar, presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Paraná. O pré-candidato do PTB à Prefeitura de Curitiba, Beto Richa, também fez visita em separado à direção.

Vapt-Vupt
• Rescaldo do encontro peemedebista no fim de semana. O PMDB se concentrou no Hotel Londrina Residence. Dos cerca de 200 quartos disponíveis, as lideranças do partido ocuparam 92. Cada qual pagando sua diária.
• O governador de Minas, Itamar Franco, deixou Londrina no domingo. Passeou pelo shopping da cidade e cumpriu um roteiro de visitas pessoais. Itamar só falou com os jornalistas no encontro. Evitou dar entrevistas paralelas.
• O PMDB deslocou-se em peso de Londrina a Curitiba, no vôo das 14 horas da Vasp, domingo. Para azar do presidente do Banestado, ex-ministro da Previdência Reinhold Stephanes (PFL), que também estava no avião. Orlando Pessuti e Caíto Quintana quebraram o gelo. Os deputados dirigiram-se a Stephanes para um aperto de mãos.
Leandro Donatti (interino), com redação e sucursais

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