Informe Folha (Mari Tortato)
Informe Folha
Mari Tortato
É Salomão
O secretário do Planejamento, Miguel Salomão, foi confirmado ontem pelo governador Jaime Lerner como o presidente da nova empresa de serviço social autônomo Paranaprevidência. Ontem, Lerner apenas disse que convidou Salomão e que está esperando resposta. Mas a pressa de formar a Paranaprevidência ainda nesta segunda-feira não abre outra alternativa. Salomão já aceitou a tarefa. Para o atual secretário do Planejamento, o governador manteve o suspense. Disse que está pensando em alguns nomes. Só descartou as especulações em torno do nome de Saul Raiz. É uma barbaridade. Eu adoraria contar com o Saul na equipe, mas ele não tem pretensão de deixar a iniciativa privada, afirmou Lerner.
Sequelas
Os elogios que o governador tem dispensado a Luiz Carlos Hauly pela aprovação da lei que instituiu a compensação financeira para Estados e municípios que implantarem seus fundos de previdência não significam uma aproximação política. Quem garante é o próprio Hauly. Os dois estão jogando no mesmo time do Paraná, mas no campo político, em lados opostos. As sequelas da eleição de Londrina, em 96, persistem.
Tabelinha
Lerner e Hauly acabaram tabelando no trabalho de conquista da garantia de cruzamentos de contas das contribuições de servidores estaduais ao INSS, volume que será devolvido aos Estados na criação dos fundos de previdência. O governo levantou a bandeira e o deputado tucano apresentou a lei, sancionada semana passada pelo presidente FHC.
Só Londrina
O prefeito de Londrina Antonio Belinati voltou a repetir ontem a lideranças partidárias que não é candidato a governador. Para dar um fim às especulações, disse que seu único projeto político é a reeleição. Minha prioridade é Londrina, foi taxativo.
Atenção
Se depender das promessas do governo, o deputado Luiz Carlos Zuk (PDT) pode ficar tranquilo. Anteontem, em Carambeí, o governador prometeu para daqui para a frente todos os esforços possíveis à agroindústria, incluindo aumento da renda dos pequenos produtores. Foi no anúncio, pela Batávia, de um investimento de R$ 72 milhões na ampliação da unidade industrial.
Tempos modernos
Por mais que a Prefeitura de Curitiba se esforce, se deslocar por Curitiba nunca mais foi fácil. No final do expediente de sexta-feira, o presidente da Copel, Ingo Hubert, saiu da empresa, no bairro Batel, até o Centro Cívico, para uma entrevista à Folha. Chegou atrasado e esbaforido na Comunicação Social do governo. Esse trânsito de Curitiba está ficando insuportável, desabafou, pedindo água sem gás. Porque já aspirei todo o CO2 pelo caminho.
Duas tarefas
A pressa na criação do fundo de previdência está baseada nos prazos contábeis. Se não for amanhã, terá de ser adiada para até o dia 10 do próximo mês. E, diante da necessidade de correr, por enquanto Salomão assume a Paranaprevidência a acumula a Secretaria do Planejamento.
Desafio
Lerner atribuiu a Salomão a incumbência de iniciar o processo de transformação da previdência do Estado por apostar nele como condutor do maior desafio de seu governo. A equipe aposta todas as fichas de que o projeto em andamento representará, num prazo de dez anos, a desoneração do caixa do Estado. Caminhando paralelamente, o fundo de previdência derruba o déficit público e derruba as contas do Estado para um patamar aquém dos 60% exigidos pela Lei Camata.
Otimismo
Nos Estados Unidos, os fundos de previdência privados são predominantes. E junto com os vinculados ao Estado, respondem por 50% do PIB daquele país. É baseado nesses exemplos que o governo aposta tudo no sucesso da desvinculação das aposentadorias e pensões do caixa da arrecadação.
Start
Com cerca de 115 mil funcionários na ativa e cerca de 70 mil inativos e pensionistas, o governo quer startar o fundo de previdência com um quadro de 17,9 mil segurados. É para cobrir essas aposentadorias a corrida atrás de dinheiro com a venda da Copel, financiamento de bancos estrangeiros, mais o cruzamento de contas das contribuições passadas para o INSS (Lei Hauly). Desonerado desses encargos, o governo ganha fôlego para investir em obras.
Prova de ingresso
Se Aníbal Khury não está blefando quando afirma que quer se mudar para o PMDB, vai ter primeiro que se ajustar a algumas bandeiras. O PMDB não é a casa da sogra. O deputado é bem-vindo desde que se posicione contra as privatizações e o pedágio, avisa o senador Roberto Requião.
Plauto Asfalto
Uma placa na entrada da cidade de Teixeira Soares, nos Campos Gerais, faz um agradecimento irônico ao deputado estadual Plauto Miró Guimarães (PFL), por uma obra de asfalto de 26 quilômetros da estrada que liga o município ao Distrito de Guaragi. Intermediada pelo deputado, a obra foi paralisada pelo governo do Estado e está intransitável, prejudicando o escoamento da safra na região. As inscrições na placa dizem que Plauto Asfalto provou que faz - uma região inteira parar no tempo.
Vapt-Vupt
As brigas dos lados opostos em função das eleições municipais de 2000 já começam a despontar. Em Curitiba, o PMDB sai na frente. Acusando o prefeito Cassio Taniguchi (PFL) de não estar viabilizando recursos para instalação do metrô para reservar o assunto como arma da reeleição. A conjectura é do ex-deputado Luiz Cláudio Romanelli.
O jornalista e vereador Salvador Francisco foi o autor do projeto que concede o título de cidadão honorário ao jornalista Nilson Monteiro, aprovado por unanimidade pela Câmara de Londrina.
As filas de caminhão para o Porto de Paranaguá nos períodos de safra devem desaparecer já no próximo ano. Promessa da administração do porto com a instalação de um software controlador do escoamento, que custou R$ 900 mil.
Mari Tortato, com Redação e sucursais





