O diretor-geral da Polícia Civil, Arthur Braga, andou por um fio no final da semana que passou. A pedido do presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, o governador Jaime Lerner, o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, e o deputado Nelson Justus se detiveram numa reunião difícil para o governador contornar no domingo. Khury pediu a substituição de Braga. A tentativa de fritura estaria centrada no argumento de que o diretor da Polícia Civil já não é unanimidade em se tratando de autoridade junto aos comandados. Pesa lá, pesa aqui, prevaleceu a posição de que trocar o comando da Polícia Civil num momento desses é dar corda para a oposição. E o assunto foi dormir numa gaveta.


Tangência 1
O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, tangenciou, e muito, ao ser instigado por repórteres ontem, em Curitiba, a falar sobre política e sucessão no Paraná. ‘‘O candidato do presidente Fernando Henrique vem crescendo a cada pesquisa divulgada’’, devolveu ele, quando o assunto foi a disputa entre Jaime Lerner e o candidato do partido do ministro, o PMDB, Roberto Requião.

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