O rompimento unilateral com as concessionárias do Anel de Integração quanto ao preço do pedágio é a segunda briga que Lerner compra em 15 dias para ‘limpar o caminho’ de complicações que poderiam contribuir para uma derrota na tentativa de reeleição. A primeira foi bater de frente com Aníbal Khury e mudar a composição de sua chapa ao governo do Estado, afastando da vice o ex-governador Paulo Pimentel e ‘resgatando’ para o posto Emília Belinati, também contra a vontade dela, que preferia a disputa ao Senado. Agora, Lerner ‘enfrenta’ as empreiteiras, reduzindo em média 50% as taxas de pedágio. O perfil de Lerner não mudou, mas a forma de agir do governador parece estar sendo forjada no aprendizado que adquiriu nos quase quatro anos à frente do poder estadual e até aqui marcado por arrastadas indecisões, e consequentes desgastes.


Em cadeia
Lerner sentiu que não tinha alternativa senão reduzir o pedágio a partir das caminhadas de rua que vinha fazendo pelo Interior. Em Cornélio Procópio, por exemplo, ele chegou a ser aplaudido por um grupo de professores. Mas entre a população, os protestos contra o pedágio eram generalizados.

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