Informe Folha
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de julho de 1998
Topando paradas 
O rompimento unilateral com as concessionárias do Anel de Integração quanto ao preço do pedágio é a segunda briga que Lerner compra em 15 dias para limpar o caminho de complicações que poderiam contribuir para uma derrota na tentativa de reeleição. A primeira foi bater de frente com Aníbal Khury e mudar a composição de sua chapa ao governo do Estado, afastando da vice o ex-governador Paulo Pimentel e resgatando para o posto Emília Belinati, também contra a vontade dela, que preferia a disputa ao Senado. Agora, Lerner enfrenta as empreiteiras, reduzindo em média 50% as taxas de pedágio. O perfil de Lerner não mudou, mas a forma de agir do governador parece estar sendo forjada no aprendizado que adquiriu nos quase quatro anos à frente do poder estadual e até aqui marcado por arrastadas indecisões, e consequentes desgastes.
Em cadeia
Lerner sentiu que não tinha alternativa senão reduzir o pedágio a partir das caminhadas de rua que vinha fazendo pelo Interior. Em Cornélio Procópio, por exemplo, ele chegou a ser aplaudido por um grupo de professores. Mas entre a população, os protestos contra o pedágio eram generalizados.


