O discurso dentro do PSDB para o imbróglio que envolveu o governo na semana passada é um só: o governador Jaime Lerner (PFL) esteve à frente da trapalhada para garantir a presença de Fernando Henrique no seu palanque de campanha. Não mexesse na primeira versão, FHC passaria longe. Isso não quer dizer que Álvaro Dias vá frequentar o palanque do governador. Além de não ter formado aliança com outros partidos, não ter estrutura financeira para sustentar o embate, e ver os prefeitos debandando para o lado do governo, o PSDB trabalhou com uma quarta agravante para admitir Álvaro fora da disputa para o governo: na condição de terceiro colocado na pesquisa, o senador Roberto Requião (PMDB) entraria batendo primeiro no segundo para tentar alcançar o primeiro. Assunto, Requião teria de sobra: os efeitos negativos da política neoliberal do poder centrado em Brasília.


Batata quente
Os tucanos estão achando mais desgastante para eles do que para o staff de Lerner fazer desmentidos de que houve um ‘acordo branco’ entre Álvaro e Jaime Lerner do que para o próprio grupo do governo. ‘‘Se a candidatura de Emília tivesse sido mantida, isso deixaria de ser um problema’’, avalia o assessor de campanha Teófilo Bacha. Mas nem de longe o candidato tucano vai sinalizar ao eleitor que não quer o voto de quem é Lerner. Tanto que Álvaro se apresente como concorrente ‘‘na faixa independente’’.

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