Informe Folha
Ritmo lento
‘‘Jaime Lerner governador, boa tarde.’’ É assim que a telefonista ainda atende quem procura o comitê de campanha para a reeleição do governador Jaime Lerner (PFL). O comitê ocupa mais de 11 mil metros quadrados no bairro da Barreirinha, em Curitiba, e funciona na sede do antigo shopping Garibaldi. Até ontem, data em que a campanha foi liberada pela Justiça Eleitoral, quem atendia o telefone dizia apenas um lacônico ‘‘Telefonista’’. Como o Comitê do governador está num velho shopping, não tão velho, mas falido, a antiga estrutura das lojas praticamente ficou intacta. Gerson Guelmann, um dos coordenadores de campanha de Lerner, destinou uma lojinha para cada partido da Frente que apóia o governador. Ontem, os gerentes da campanha já estavam instalados em suas lojas. O problema é se aparecer algum Salim na área.



AutosuficientesA assessoria de Álvaro Dias (PSDB) voltou a distribuir ontem cópia de uma entrevista concedida pelo ex-governador antes de viajar, onde rechaça qualquer insinuação de que tenha firmado ‘‘acordo branco’’ com o governador Jaime Lerner. Os ‘alvaristas’ tentam negar o que já foi confirmado até pelo presidente em exercício do PSDB, Olivir Gabardo.

Gol
Depois de tomar o café-da-manhã com Falcão, ex-jogador da Seleção Brasileira, Álvaro fez seu comentário diário ontem, na Rádio Tabajara de Londrina, AM que transmite também a programação nacional da CBN. Direto de Paris.
Mais um
Álvaro não é o único candidato ao Senado que está em Paris, descansando para a campanha. Nilton Servo, do PPS, também embarcou para a França ontem. Antes de viajar, no entanto, fez questão de registrar pessoalmente sua candidatura no TRE. Semana passada ele tinha ligado para diversos jornais anunciando sua renúncia.
Orelha
Desde ontem, está na ativa no comitê de Lerner, o ex-Ouvidor Geral do Estado João Elias Oliveira. Ele é o responsável pela agenda do candidato. Os representantes dos partidos ainda não assumiram suas lojas e as equipes de rádio e TV e propaganda não apareceram no shopping.
Na Justiça
Os advogados da coligação de partidos que dão apoio ao senador Roberto Requião, candidato do PMDB ao governo do Estado, ameaçam entrar com pedido de impugnação da chapa majoritária do PFL. Apostam que houve ilegalidade no processo de escolha e substituição de candidatos. O ex-governador Paulo Pimentel (PFL) foi substituído na vice de Jaime Lerner, depois do término do prazo para realização das convenções partidárias.
Nas ruas
O senador Roberto Requião passou o dia de ontem reunido com o deputado federal Nedson Micheleti (PT) e com Nelton Friedrich, presidente do PDT, candidatos ao Senado e a vice-governador, respectivamente. Eles programaram um amplo roteiro de visitas ao interior do Estado, colocando na rua a campanha da oposição.
News
Requião, Nedson e Nelton discutiram ainda o programa de governo que as oposições vão apresentar aos paranaenses. Decidiram fixar cinco propostas principais: emprego, produção, segurança saúde e educação. Todas as propostas devem ser feitas circular num jornal de campanha que será impresso ainda esta semana.





Cautela
CautelaO Palácio Iguaçu está atento à legislação eleitoral. Para evitar questionamentos judiciais dos adversários, o material distribuído pela Comunicação Social ontem, sobre a entrada em operação da montadora Chrysler, citou o governador como mero ‘‘convidado’’ da solenidade.
Margarida
Carvalhinho ligou ontem, de Madri, Espanha, ao presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), para sondar o clima do gabinete, depois da ‘mexida’ na chapa de Lerner. Carvalhinho retorna ao Brasil somente nos próximos dias, depois de concluída nova baterias de exame no coração.
Terapia
De Khury sobre a retirada de Paulo Pimentel da chapa de Lerner: ‘‘Fui derrotado, confesso. O meu esquema era colocar o Paulo numa eleição ao Senado, ele não quis. Fui derrotado’’.
Isolados
Para o deputado estadual Luiz Carlos Alborgheti (PFL), defensor declarado de Pimentel, a mudança na chapa promovida por Lerner deixará sequelas internas. ‘‘Não sei se é medo de nos falar ou se é algum vírus. Mas parece que ficamos cancerosos porque apoiamos o Paulo’’, reclama o deputado.O Palácio Iguaçu está atento à legislação eleitoral. Para evitar questionamentos judiciais dos adversários, o material distribuído pela Comunicação Social ontem, sobre a entrada em operação da montadora Chrysler, citou o governador como mero ‘‘convidado’’ da solenidade.
Margarida
Carvalhinho ligou ontem, de Madri, Espanha, ao presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), para sondar o clima do gabinete, depois da ‘mexida’ na chapa de Lerner. Carvalhinho retorna ao Brasil somente nos próximos dias, depois de concluída nova baterias de exame no coração.
Terapia
De Khury sobre a retirada de Paulo Pimentel da chapa de Lerner: ‘‘Fui derrotado, confesso. O meu esquema era colocar o Paulo numa eleição ao Senado, ele não quis. Fui derrotado’’.
Isolados
Para o deputado estadual Luiz Carlos Alborgheti (PFL), defensor declarado de Pimentel, a mudança na chapa promovida por Lerner deixará sequelas internas. ‘‘Não sei se é medo de nos falar ou se é algum vírus. Mas parece que ficamos cancerosos porque apoiamos o Paulo’’, reclama o deputado.

São dois para lá..
O deputado estadual José Tavares (PTB) está cansado de trabalhar quase que ‘sozinho’ na Assembléia Legislativa. Segundo ele, Londrina já foi representada por maior número de deputados naquela Casa. ‘‘Hoje somos apenas dois’’, lamentou Tavares. ‘‘Temos mais de 280 mil eleitores, o que daria para fazer, no mínimo, 28 deputados.’’
...Dois para cá
Tavares está indo para o seu sexto mandato. Ele já esteve na Câmara e foi deputado constituinte. Quando troucou o PMDB pelo PTB, Tavares pensava em retornar a Brasília, mas a candidatura do vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani (PTB), a uma vaga na Câmara, obrigou Tavares a se candidatar novamente a estadual. Agora, os dois fazem uma dobradinha em Londrina.


Vapt-Vupt
• O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (PFL) decidiu não esperar o fim da Copa. Ontem, já percorria as ruas da cidade à caça de votos para deputado federal.
• Aliado de primeira hora de Lerner, mas vigiado a distância pelo presidente nacional do PDT, ex-governador Leonel Brizola. Esse é o dilema do vice-presidente da Assembléia Legislativa, deputado Luiz Carlos Zuk, que terá de se definir até outubro entre o palanque do governador e o do senador Roberto Requião.
• O vice-presidente Marco Maciel (PFL) entrou em cena para apagar o incêndio entre Emília Belinati, Jaime Lerner, Paulo Pimentel e Aníbal Khuri, no Paraná acionado pelo presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais

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