Informe Folha
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quarta-feira, 01 de julho de 1998
Labirinto 
Lerner acordou ontem disposto a bancar mexidas profundas na chapa que tinha admitido depois de 12 horas de exaustivas discussões no Palácio Iguaçu - ele à reeleição, Paulo Pimentel a vice e Emília Belinati para o Senado. Chegou ao Palácio Iguaçu e chamou Aníbal Khury para voltarem à discussão no início da tarde. A vice, que já tinha agendado uma coletiva para as 14h em Curitiba, confirmando-se candidata ao Senado, embarcou com o prefeito Antonio Belinati para Londrina uma hora antes, e a entrevista à imprensa ela deu em terra fértil de apoios. Paulo Pimentel mantinha-se em contato direto, enquanto Álvaro Dias embarcava para Paris, para se dar o prazer de ver os jogos da Copa do Mundo. O PFL rodava um abaixo assinado que sustentasse a indicação de Pimentel. Lerner ficou sozinho com um problema: como justificar ao presidente FHC que o acordo (mesmo não oficial) entre o PFL e o PSDB do Paraná, em torno de sua candidatura à reeleição, foi para o vinagre?
Nem pensar
O presidente nacional do PTB, senador José Eduardo Vieira, reagiu à notícia da chapa fechada anteontem à noite no Palácio Iguaçu reafirmando que não será um aliado numa composição que inclua o ex-governador Paulo Pimentel. Se ela se consumar, vou apoiar o Requião, anunciou. Ele garante que não acompanha a chapa do governo nem se a maioria do seu partido o fizer. Não posso apoiar e recebo essa notícia como uma agressão pessoal, avisou.


