Informe Folha
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de junho de 1998
Horas de sufoco 
O governador Jaime Lerner suspendeu ontem o vôo que faria a Brasília, onde assinaria o acordo de saneamento do Banestado com o Banco Central. Instalou-se à tarde no Palácio Iguaçu, onde acompanhou tenso, via olheiros, o (des)enrolar da convenção do PSDB. E até a noite, o grupo de Álvaro Dias, como bons tucanos, continuava sem definir nada. No início da noite, Lerner convocou uma reunião com Emília Belinati (substituída depois pelo marido, Antonio Belinati) e Aníbal Khury, para, novamente, insistir no chapão de Brasília. Os telefonemas eram disparados para Paulo Pimentel, Cássio Taniguchi e quem mais precisasse, e a central de boatos corria solta. No escritório de Álvaro, o próprio, mais o senador Osmar Dias, o guru Nassib Jabur e Luiz Carlos Hauly tentavam se acertar, mas ainda estudavam articulações de última hora com o PMDB - discutindo coligação nas proporcionais. A última notícia era a promessa de uma nota oficial do escritório tucano por volta de 21 horas.
Hooligans
Em meio a vacilos, recuos, avanços e retornos à estaca zero, Lerner e Álvaro fizeram de parte do jogo Argentina x Alemanha o recreio para esfriar a cabeça. Lerner no Palácio Iguaçu, e Álvaro no escritório dele, obviamente. Os dois até que coincidiram na torcida: taticamente pela Inglaterra (derrotada nos pênaltis), que, vencendo, evitaria um confronto Brasil x Argentina na sequência.


