Agora Álvaro Dias (PSDB) quer, mas Aníbal Khury (PFL) não quer, e Emília Belinati (PTB) não arreda pé. A menos de 48 horas das convenções de domingo do PFL e do PTB, que definirão a composição da chapa majoritária da aliança do governador para as eleições no Paraná, o presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury, capitaneava líderes partidários para promover um ‘tornado’. Jaime Lerner ficou no núclo do furacão. Em Brasília, anteontem à noite, o presidente FHC pediu a Álvaro Dias que saia para o Senado. Em Curitiba, ontem pela manhã, o senador José Eduardo Vieira voltava a tentar convencer Emília Belinati a manter a posição de vice na chapa de Lerner. À tarde, Aníbal Khury insistia na permanência da candidatura do ex-governador Paulo Pimentel (PFL) para vice, e Emília para o Senado, isolando Álvaro Dias. E tudo voltou à estaca zero. Em terra arrasada.


Mela-mela
Nunca se viu tanta indefinição no Paraná às vésperas das convenções dos partidos que sustentam o poder no Estado. É um tal de um puxar para cá, outro para lá, e quando tudo parece conduzido para um acordo, vem alguém e mela o que estava quase fechado. Prova de que em matéria de costuras políticas no atacado, Lerner e seu grupo são de uma inabilidade só.

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