Informe Folha
Já no primeiro dia de trabalho - ou antes disso - o coordenador político da campanha de Fernando Henrique à Presidência da República, Euclides Scalco, terá uma tarefa um pouco espinhosa para tocar. Ontem, o presidente nacional do PTB, senador José Eduardo Vieira, confirmou que seu partido deve lançar o ex-governador de Minas Gerais Hélio Garcia para concorrer com FHC. Ontem também, ao confirmar a convocação do presidente, o ainda diretor-geral da Itaipu confirmava ser o PTB a primeira preocupação da aliança pró-reeleição de FHC. Os argumentos de José Eduardo para o distanciamento assumido desde a semana passada têm várias vertentes: o governo não tem dado atenção a questões nacionais preocupantes, não admite discutir plano de ação e esqueceu de aliados do passado recente. A sala das conversas começa a ser arrumada.
Confiança
Sem ironia, José Eduardo disse que o presidente Fernando Henrique está muito bem servido, ao convocar Scalco para coordenação de sua campanha à reeleição. Mostra também que FH é um homem leal aos amigos, emenda.
Impulso
Scalco se afirmou como líder durante a Constituinte e como administrador da Itaipu e dará um grande impulso à recondução do presidente. De Aníbal Khury, ao comentar o chamamento de FHC ao ex-tucano e amigo de sempre, que já avisou que continuará apartidário.
Tucanada
Requião desfilou ao lado de Lula e Brizola, no encontro que os partidos de esquerda fizeram em São Paulo, tendo como cenário de fundo o jogo de estréia do Brasil contra a Escócia. Mas na hora de dizer se vai ou não de Lula na campanha presidencial, continuou pipocando. Primeiro vai esgotar no PMDB a defesa da candidatura própria.
Puxando voto
Eufóricos mesmo estão os petistas paranaenses com a possibilidade de virem a somar com Requião na majoritária. A atração dos pedetistas aumenta o entusiasmo. Ontem, em São Paulo, estavam lá Nelton Friedrich (PDT), os deputados petistas, o deputado Ricardo Gomyde (PCdoB) e o que restou do PCB. A candidatura de Requião é importante para acabar com as ervas daninhas que tomam conta do Paraná, voltou a atacar Leonel Brizola.
Piche
No Paraná, o senador Requião continua batendo firme no pedágio e agora se atendo à isenção temporária dos caminhões que transportam carga. Diz que é roubo postergado. O coordenador do programa de concessão de rodovias do governo, André Fialho, reage às críticas dizendo que o problema de Requião é que ele só anda de avião. E sugere que o senador do PMDB dê uma volta no Anel de Integração para parar de falar bobagem.
Rei do pedágio
Heinz Herwig foi à Câmara de Curitiba anteontem defender o programa de pedágio. Cumpriu o papel à risca, fazendo até profecia: Escrevam o que estou dizendo: no máximo em dois anos, Curitiba terá de cobrar pedágio dentro da cidade.
Cifra gigante
Nem R$ 1,7 bilhão, nem R$ 3,5 bilhões. O Banestado precisa de R$ 4 bi para ser saneando. Quase um Banespa ou um Bamerindus exaurido por meses de boataria.
Bate-bola
O presidente da Assembléia até que tentou, mas o quórum para permitir a abertura da sessão passou longe da Casa ontem, antes ou após a vitória do Brasil sobre a Escócia. A presença se limitou a uma trinca de deputados: o próprio Aníbal Khury (PFL), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) e Duílio Genari (PPB). O jeito foi se ligar só no jogo. Eu achei que dava, resignava-se Aníbal Khury.
Comendo as unhas
Reinhold Stephanes (PFL) ficou com os nervos à flor da pele durante o jogo do Brasil, a que assistiu na casa do filho Reinholdinho. Foi nervosismo a ponto de intranquilizar o presidente regional do PFL, Carvalhinho, que passou recentemente por um infarto.
Aliança virtual
Toni Garcia (PPB) garante que sua pré-candidatura ao Senado não está sendo rifada, a não ser numa condição: que Alvaro Dias feche aliança com Lerner e seja ele (Alvaro) o candidato à vaga única do Congresso. Essa condição só entra na mesa de discussões por um motivo: o fato de o ex-governador não querer nem conversa sobre o assunto.
Sem alteração
Quanto à discussão envolvendo a vaga para Emília Belinati (PTB), Toni Garcia descarta: Nós apoiaremos com muito agrado a Emília para vice de Lerner, de novo.
É o Sol
O vereador e repórter policial Tiago de Amorim Novaes (PPB) esperava o apoio do prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros (também PPB), que não veio. E trata de minimizar o fato. Sou lapidado, tenho brilho próprio. Nas pesquisas a deputado federal em Cascavel, o radialista aparece entre os primeiros.
Brilho
Pelo menos nos uniformes, a Polícia Militar vai brilhar. A empresa Soft Leather ganhou licitação de tomada de preços e está fornecendo à corporação 20 mil novos distintivos de metal (o brasão) ao custo de R$ 53,2 mil.
Vapt-Vupt
O PFL do Paraná anda se insinuando para o PTB, mais do que o PTB para o partido de Lerner. Os pefelistas querem casamento com os trabalhistas nas chapas para deputado federal e estadual. Os trabalhistas só topam um caso para estadual.
O grupo de Aníbal Khury se reuniu ontem pela manhã para mais um bate-bola para o Senado. E a conversa até aqui é uma só no circuito: a candidatura do ex-governador Paulo Pimentel.
Se é por falta de endereço, a Fundação SOS Mata Atlântica está distribuindo panfletos contendo o número do fax - 061/224-1283 - e o e-mail - [email protected] - do presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer. Como estímulo para que a população pressione o deputado a apressar a votação da Lei Flávio Feldmann, de proteção ao que resta do ecossistema daquela faixa.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais





