Informe Folha
Informado de que a imprensa divulgaria antes da solenidade o nome verdadeiro da Beta Sul, que na verdade é a Atlas, o prefeito Antonio Belinati (PDT) correu para antecipar para ontem o anúncio oficial que estava marcado somente para hoje. A pressa impediu a presença de representantes da Atlas que, em São Paulo, anunciaram sua despedida aos funcionários. Como a solenidade foi antecipada, apenas compareceu Ricardo Knoepfelmacher - conhecido no meio econômico por Ricardo K -, da Caloi, integrante da MGDK Associados, empresa que faz consultoria para a Atlas.
Na frente
A repórter Cláudia Lopes, da Folha, foi a única a acompanhar ontem, em São Paulo, os desdobramentos da transferência da Atlas para Londrina. Ela viajou a convite da empresa e entrevistou com exclusividade o diretor administrativo financeiro e de relações com o mercado, José Ricardo Mendes da Silva. Segundo ele, muitos funcionários serão transferidos para Londrina.
Alô, alô
No anúncio de ontem na prefeitura, Belinati relembrou seus tempos do rádio e, por que não dizer, dos tempos do auditório? O prefeito chamou pelo menos cinco pessoas para tentar pronunciar o nome do empresário Ricardo K e chegou até a segurar o microfone para alguns dos calouros. Cinco pessoas tentaram, em vão, falar corretamente o nome do empresário da Caloi. Somente o dono do difícil nome, de origem austríaca, conseguiu a proeza.
Charada
A vice-governadora Emília Belinati entrou no clima. Antes de ir à prefeitura, um radialista insistiu para que ela revelasse o nome da Beta-Sul. Deu uma de Cebolinha, personagem de Maurício de Souza, que troca o R pelo L, e lascou essa: Preciso terminar a entrevista para não chegar ATLASADA, dando uma boa pista ao radialista.
Reflexão
Debate hoje às 19h, na Faculdade de Direito da UFPR, sobre desemprego e cidadania, numa promoção da Comissão da OAB que discute a crise.
Natureza
Na passagem pelo Paraná, o ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause, exibiu discurso decorado sobre a queda da popularidade de FHC nas pesquisas. Ele atribuiu a queda a fatores naturais, como a exposição do governo por quatro anos seguidos. Mas o presidente continua sendo o candidato mais forte, arrematou. Num jogo que está apenas começando, esse quadro ainda está sujeito a muitas turbulências, profetizou.
Frase pronta
Já Lerner não arriscou fazer comentário algum. Aliás, o governador por ora não admite arredar pé do assunto que justificou sua presença física em determinado local. Hoje só falo sobre (o assunto da pauta) tem sido a fórmula que Lerner mais tem empregado para fugir de polêmica.
Lista longa
O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, não esconde suas opiniões. Desfila o rosário de motivos para a queda de popularidade do presidente FHC: seca do Nordeste, desmatamento da Mata Atlântica, demora no controle ao incêndio no Amazonas e alguns destemperos verbais. Taniguchi só esqueceu do aperto econômico, que para muitos, é a razão principal da curva decrescente.
Velhas águias
Afora o estreante Ciro Gomes, no rol de pré-candidatos à presidência da República só dá veteranos: FHC, Lula, Enéas, Collor(?). Mas quem sai na frente é o tenente-brigadeiro Ivan Frota. O seu Partido da Mobilização Nacional (PMN) resolveu enfrentar a onda de Copa do Mundo e faz convenção no próximo domingo, às 9h, no Hotel Eldorado, de São Paulo.
Enrosco 1
Rafael Greca chamou para almoçar em seu escritório - o Farol do Saber - alguns dirigentes e deputados do PFL, entre eles o presidente estadual, José Carlos Carvalho - que volta à ativa. De lá saiu o pacto de que o PFL lança um candidato ao Senado. Não necessariamente Greca, mas que ele trabalha por isso, isso ele trabalha.
Enrosco 2
Outra que trabalha diuturnamente pela consumação de sua candidatura é Emília Belinati. Com aval do PTB, ela tem mantido longas conversas com dirigentes do PPB, notadamente o presidente estadual José Janene. Os que costuram a candidatura de Emília ao Senado estão até apostando numa desistência de Toni Garcia à vaga para fortalecer a opção Emília.
Campanha solo
Alvaro Dias volta a dar indicações de que aliança com o grupo de Lerner é mera especulação de analistas e palpiteiros. O tucano está voltando a Brasília nesta semana para avaliar o quadro do Paraná no clima seco do cerrado. A um jornal paranaense, disse que não fará acordo nem com Lerner, nem com Requião.
Embarque
O Banco Central divulga hoje o volume necessário e o plano de saneamento do Banestado. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, tem viagem marcada para Brasília em função disso.
Semana livre
A Assembléia Legislativa já aderiu aos fluidos da Copa do Mundo. Ontem não houve quórum para votação de mensagens do governo. Hoje o quadro deve se repetir. Amanhã tem jogo, quinta-feira é feriado e sexta-feira tradicionalmente não existe no calendário do Legislativo.
Vapt-Vupt
As pausas dos brasileiros para ver os jogos da Copa na TV prometem ser mais esticadas do que se previa, mesmo em dias em que os jogos vão acontecer por volta do meio-dia - horário de Brasília -, caso da estréia do Brasil com a Escócia, amanhã. Como no dia seguinte é feriado de Corpus Chrysti, tem muita repartição enforcando a sexta-feira.
A Polícia Federal também entra no clima da Copa. Não necessariamente na esticada. O atendimento normal amanhã se encerra pouco depois das 11h, com retorno apenas na sexta-feira.
Em Antonina, a prefeita Mônica Peluzzo garantiu a festa dos populares que quiserem assistir ao jogo em praça pública. Um empresário local bancou o aluguel de um telão.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais





