Não à greve
  O prefeito Barbosa Neto (PDT) afirmou que não há motivo para greve do funcionalismo. A possibilidade de paralisação do serviço público municipal será discutida em assembleia convocada pela direção do Sindserv na noite desta segunda-feira. Os servidores pedem a retirada de pauta dos cinco projetos que preveem reajuste de 208% para 28 procuradores jurídicos, de 45% para 143 servidores com carreira de estado, de 70% para 135 funcionários de nível superior, de 25% para 309 médicos, de 10% para 2,6 mil servidores de nível médio e de 3,5% para todo o funcionalismo.
- O sindicato argumenta que com o impacto - R$ 35 milhões ao ano - seria possível conceder 10% para todos os funcionários do município, sem privilegiar nenhuma categoria.

‘Corrigindo injustiças’
  Já o prefeito diz que está corrigindo injustiças. ‘‘É um direito do Sindserv chamar a greve, mas mantivemos muitas reuniões com o presidente anterior do sindicato, o Éder Pimenta. Estávamos negociando.’’ O secretário de Gestão Pública, Marco Cito, chegou a dizer que Marcelo Urbaneja, que recentemente assumiu o sindicato, agia com vistas às eleições municipais do ano que vem.
n Barbosa também elogiou sua atuação com o funcionalismo, afirmando que durante seu governo não houve perdas salariais; que antecipou o pagamento do 13º salário para abril, neste ano; que se propôs a pagar de maneira escalonada as perdas acumuladas na gestão de Nedson Micheleti (PT), de 37,5%, e, que só não pagou os 106 dias parados (durante greve em 2006, na gestão anterior), porque a Justiça ainda não permitiu. ‘‘O dinheiro está reservado em uma conta.’’

Novela do TC 1
  O imbróglio que se formou em torno da eleição do Tribunal de Contas (TC) do Estado - em menos de três dias foram três decisões sobre o assunto no Judiciário - lembra a disputa de 2008, quando Maurício Requião também era o protagonista do episódio. Outra coincidência é a participação do desembargador Jorge de Oliveira Vargas. Em julho de 2008, foi ele quem primeiro suspendeu a eleição depois vencida por Maurício Requião. Na última sexta-feira, o mesmo desembargador suspende a nova eleição do TC, mas, ao contrário do que ocorreu naquele ano, sua decisão agora favorece Maurício, cuja cadeira no TC é que foi colocada em jogo.

Novela do TC 2
  A confusão de 2008, também havia uma polêmica que deve se repetir agora. Naquele ano, foi alvo de discussão o fato de um desembargador suspender uma liminar de outro desembargador. Como atuam no mesmo nível do Judiciário, o caso foi discutido na época. No dia 8 de julho de 2008, o desembargador Jorge de Oliveira Vargas suspendeu a eleição do TC que ocorreria na Assembleia Legislativa. Mas a decisão foi derrubada no dia seguinte, pelo desembargador Paulo Hapner. Agora, em 2011, nova polêmica: o desembargador Jorge de Oliveira Vargas derrubou uma liminar concedida pelo desembargador Miguel Kfouri Neto, que, a pedido do governo do Estado, havia mantido a eleição do TC para a próxima terça-feira.

Novela do TC 3
  Na sexta-feira, um dos candidatos ao TC, o advogado Tarso Cabral Violin, também entrou com uma ação popular contra os três candidatos mais fortes na disputa, que agora está suspensa. Segundo Violin, os deputados estaduais Nelson Garcia e Augustinho Zucchi não têm notórios conhecimentos jurídicos e econômicos, exigência do cargo de conselheiro. Já no caso do terceiro alvo - o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha -, Violin questiona a ‘‘moralidade’’ do candidato, que assinou, junto com o governador do Estado, Beto Richa, o decreto que revogou a nomeação de Maurício Requião ao TC, ato que permitiu a abertura de um processo eleitoral.

Osmar Dias
  O vice-presidente de Agronegócio e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, o ex-senador Osmar Dias (PDT), faz um pronunciamento na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira. É o primeiro compromisso público do ex-senador na Capital paranaense depois de assumir a área no BB.

Audiência Pública
  Uma audiência pública será realizada na Capital, no plenário do Sistema Fecomércio Sesc Senac amanhã, às 14 horas, para discutir o projeto de lei do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), proposta na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados. O relator da lei, deputado federal Alex Canziani (PTB) estará presente para debater a proposta. A reunião contará com a presença de representantes do empresariado, de trabalhadores e de lideranças da sociedade civil paranaense.

Perguntinha
  Diante do histórico de imbróglios envolvendo a eleição para o Tribunal de Contas (TC), será que a falta de consenso vai se tornar regra?

Equipe da Folha | [email protected]

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