Informe Folha
INFORME FOLHA
Enterro
Houve dois enterros literais recentemente e o de ontem foi o terceiro. O que o Kandir fez pode ser comparado a um gol contra aos 45 minutos do segundo tempo. Frases ouvidas ontem, em Brasília, sobre a derrota do governo na votação do destaque da reforma da Previdência, que derrubou a exigência de idade mínima para a aposentadoria, depois que o deputado Antônio Kandir errou o botão na hora de votar. Ao invés de dizer sim à idade mínima, o governista Kandir registrou a abstenção. Foi justamente o voto que faltou ao governo para garantir 60 anos para homem requerer a aposentadoria e 55 anos para mulher.
Briga caseira
Não convide para o mesmo jantar o presidente regional do PPB, José Janene, e o neopepebista Fernando Ribas Carli. Os dois andam às turras. A troca de ofensas e ameaças entre os dois, principalmente de Janene contra Carli, andam ficando mais do que públicas. Obviamente porque Carli puxa o partido em direção a Lerner, o que Janene trata de dificultar ao máximo.
Nem tanto
Farage Khoury reage à observação dos concorrentes, de que ele vibrou com a aprovação, na CCJ do Senado, da liberação dos cassinos no Brasil. Não que o presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Paraná não goste da idéia, pelo contrário. Apenas não faz dela sua bandeira de campanha a deputado federal.
Sucessão
O presidente da Faciap, aliás, não vai renunciar ao comando da entidade para concorrer à Câmara Federal. Ele termina o mandato em agosto, quando abre disputa entre outros pretendentes, entre eles, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Abílio Medeiros Júnior, e o presidente da Associação Comercial do Paraná, Ardisson Akel.
Lembrança amarga
Ben Abraham, vice-presidente da Associação Mundial dos Sobreviventes do Nazismo, passou por Curitiba ontem, dando palestra aos estudantes da rede municipal de ensino. O local foi o Museu do Expedicionário, comemorando o Dia da lembrança dos heróis e mártires da Segunda Guerra Mundial. Abraham é judeu polonês que está com 73 anos e vive no Brasil desde 1955, que perdeu a mãe em 44, morta em câmara de gás pelos nazistas.
Marcação
Sindicalistas bancários pediram aos prefeitos da Associação dos Municípios do Oeste (Amop) moções de apoio contra a privatização do Banestado, ou que pelo menos formalizassem posição contra ou a favor. Não conseguiram nem uma coisa nem outra. A Amop deixou para discutir o assunto mais tarde. A única adesão foi da Câmara de Toledo.Sem rendição
Para o secretário-executivo do Ministério da Previdência, José Cechin, que esteve ontem em Londrina, o governo perdeu uma batalha, mas não a guerra. Ele aposta na aprovação da regra de transição para aposentadoria, destaque que deve ser votado na quarta-feira. Se conseguirmos isso, o impacto financeiro da reforma estará preservado.
Vaga aberta
Está difícil de encontrar um coordenador financeiro para a campanha de Lerner. O empresário Mário Celso Petráglia não volta a assumir a função, por motivos óbvios. A falta de um nome sinaliza para a concentração dessa área vital no coordenador geral, Saul Raiz.
Shopping do voto
O Quartel General da reeleição de Lerner será mesmo no antigo shopping Garibaldi, na Barreirinha, em Curitiba. A escolha do ponto foi estratégica: fica a cinco minutos do Palácio Iguaçu e o staff pode se locomover de um lado a outro, sem enfrentar congestionamento.
Stalinismo
Depois de ver o deputado Ângelo Vanhoni desfilando no programa de propaganda política do PMDB na segunda-feira, a ala mais à esquerda do PT convocou uma reunião da executiva para tirar um voto de censura contra o deputado. Os moderados conseguiram amenizar a bronca: petista só aparece em programa de outro partido depois de discussão interna. Mesmo que seja para defender a mesma causa, como foi o caso de Vanhoni: movimento contra a privatização do Banestado.
Prato feito
Nada de novo no almoço de anteontem, na casa do senador Roberto Requião (PMDB), em Brasília, com os deputados petistas Nedson Micheleti e Padre Roque Zimmermann. Nós sempre estamos conversando, afastou qualquer avanço de negociações sobre aliança o senador ontem.
Curiosidade
Requião estava mesmo era interessado no resultado da enquete que o deputado-radialista Ricardo Chab (PTB) promoveu ontem, das 7 às 18 horas, na rádio Cidade AM de Curitiba. O senador estourou na votação de ouvintes que opinaram sobre a sucessão estadual. Teve 1.050 votos, contra 264 para Lerner e 91 para Álvaro Dias. O Chab fez a pesquisa para fazer média com o Lerner e se ferrou, comemorava Requião.
Maracutaia
Para uma vantagem dessas em terra em que Lerner é rei - até que se prove o contrário -, militante do PMDB nos gabinetes de deputados deve ter gastado o dedo, de tanto acionar discos e teclas telefônicos. A enquete foi anunciada por Chab ao longo da semana.Vapt-Vupt
Diga ao Dr. Giovani que o Poder Judiciário está silente, para pensar melhor. Frase do presidente do Tribunal de Justiça, Henrique Lenz César aos emissários do governo e o representante da Telepar que foram negociar com o TJ a rolagem de uma dívida telefônica de R$ 700 mil - por falta de repasses do governo -, e que levou ao corte dos telefones diretos do Palácio da Justiça, anteontem.
Às 17h de hoje, na sala de sessões do TRT, em Curitiba, o presidente do Tribunal, Pretextato Taborda Ribas, dá posse ao novo juiz togado, Altino Pedrozo dos Santos.
Lerner intensifica suas viagens ao interior na inauguração de obras e entrega de outras. Corre contra o tempo. A partir de 4 de julho, a nova lei eleitoral o impede de cortar fitas e subir em palanques pedindo ao povo sua reeleição, pelo Paraná afora.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais





