INFORME FOLHA
Futebol sem cerveja?
Segurança preventiva é algo importante porque está relacionada com a vida. Portanto, decisões visando proteger as pessoas devem ser obedecidas. Inclusive os exageros, mas quando não há alternativas.
Não dá
O que se observa, hoje, porém, são exageros, pelo menos no caso do futebol. É como diz o torcedor: ''Futebol sem cerveja? Não tem cabimento''. Portanto, proibir a cerveja durante os jogos é um exagero.
Exemplo?
Estádio do Café, domingo, um forte calor. No campo, um jogo amistoso de péssima qualidade, embora um dos times fosse o Flamengo. Jogadores ''andando'' no gramado. E mais nada para entreter a torcida. Nem uma cervejinha.
Larga meu pé!
''O poder público tem que sair do pé do cidadão'' - apela o torcedor de garganta seca.
Estatizando hábitos
Ele tem razão. Querem estatizar o hábito do brasileiro e ditar a rotina do seu cotidiano. Cerveja não pode, tapinha na bunda não pode; menor não pode trabalhar...
- Porém, pedir esmolas no semáforo, cheirar e roubar pode.
É proibido proibir
Quem se lembra, no tempo da ditadura, aquela memorável frase? Estavam proibindo uma série de coisas. De repente o Brasil começou a clamar: ''É proibido proibir''.
- Está na hora de fazer coro: É proibido proibir!
- Cuidem da saúde do povo, que já basta.
- Tem gente morrendo por aí e não é por excesso de cerveja, é por falta de médico e remédio.
Trânsito e paciência
O torcedor que utilizou o estacionamento oficial domingo no jogo Flamengo x América-MG, no Estádio do Café, teve que ter muita paciência para deixar o local já no começo da noite. Além pagar o mesmo preço de uma arquibancada (R$ 10), os motoristas sofreram com a desorganização da empresa responsável e com falta de sensibilidade da polícia de trânsito que bloqueou o acesso para quem queria entrar à esquerda da Avenida Henrique Mansano. Amadorismo total.
Copel no Mato Grosso
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e diretores da Copel assinaram ontem em Brasília o contrato de concessão da futura Usina Hidrelétrica Colíder. A obra será construída pela empresa paranaense no norte do Mato Grosso, a 700 quilômetros de Cuiabá, no curso do Rio Teles Pires. O contrato assegura à Copel o direito de operar a hidrelétrica e comercializar a energia nela produzida pelo prazo de 30 anos. A concessão foi arrematada no leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em julho do ano passado.
Negociação com o BNDES
Por ser uma obra incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, a Copel espera não ter dificuldade em buscar financiamentos e em dezembro a empresa deu início às negociações junto ao BNDES. Com seus 300 megawatts de potência instalada, a Usina Colíder poderá gerar energia elétrica suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 850 mil habitantes, ou o equivalente a metade da cidade de Curitiba.
R$ 2 milhões de multa
A Prefeitura de Foz do Iguaçu deve pagar uma multa de cerca de R$ 2 milhões porque não teria efetuado a reparação da área em que funcionava o antigo lixão da cidade, conhecida como Arroio Dourado. A informação é do Ministério Público do Estado. A punição se refere ao descumprimento de dois termos de ajustamento de conduta firmados entre o município e a Promotoria de Justiça de Proteção do Meio Ambiente de Foz do Iguaçu. A administração, segundo o MP, havia se comprometido com a realizar a recuperação da região, sob pena de multa.
Perguntinha
O protesto que as centrais sindicais fará hoje pelo salário mínimo de R$ 580 conseguirá sensibilizar deputados e senadores a aprovar um reajuste maior que os R$ 545 definidos pelo governo federal?
Equipe da Folha - [email protected]





