Interior com medo
  É im­pres­sio­nan­te co­mo o go­ver­no do Pa­ra­ná dei­xou a po­pu­la­ção à mer­cê dos ban­di­dos. Co­mo a vio­lên­cia se alas­trou em me­nos de ­seis a se­te ­anos!
■ On­tem foi Al­tô­nia ­quem re­cla­mou. A pa­ca­ta e or­dei­ra Al­tô­nia tem pro­ble­mas com o trá­fi­co.
Campo Mourão, Jandaia...
  ­Dias ­atrás fo­ram Cam­po Mou­rão, Jan­daia do Sul e Ivai­po­rã. As pes­soas pe­dem ­apoio da Po­lí­cia, mas não re­gis­tram quei­xa por­que te­mem vin­gan­ça. O má­xi­mo que fa­zem é li­gar pa­ra a FO­LHA.
■ Se a saú­de ‘‘es­tá nas ­últimas’’, a edu­ca­ção é me­dío­cre e a se­gu­ran­ça es­tá des­cal­ça...
■ En­tão, o que se fez no Pa­ra­ná? Só dis­cur­sos en­rai­ve­ci­dos?
E o Pessuti?
  O go­ver­na­dor Or­lan­do Pes­su­ti (­PMDB) não vai dar um cho­que de se­gu­ran­ça? A ban­di­da­gem es­tá to­man­do con­ta.
■ Es­pe­ra-se que Pes­su­ti não dê con­ti­nui­da­de a es­sa ­obra do des­ca­so.
Show de bola, Presidente
  Gen­te! O que foi aqui­lo? Pre­si­den­te Lu­la pro­fe­riu fra­ses apon­tan­do que o tra­ba­lho do­més­ti­co não é pro­fis­são, é obri­ga­ção ou al­go se­me-
­lhan­te?
■ Se­rá que foi is­so mes­mo que as pes­soas ou­vi­ram? Ou o po­vo ou­ve cer­to o que o pre­si­den­te pro­nun­cia por li­nhas tor­tas?
■ Pen­san­do bem, fo­ram tan­tos os tro­pe­ços vo­ca­bu­la­res nes­tes qua­se oi­to ­anos que os bra­si­lei­ros já não de­ve­riam es­tra­nhar. En­tão, por que es­sa per­ple­xi­da­de?
■ Va­mos dei­xar o pre­si­den­te em paz com as pé­ro­las que or­na­men­tam os ­seus in­de­lé­veis dis­cur­sos. Va­mos in­ter­pre­tar o que o pre­si­den­te que­ria di­zer e não o que ele dis­se. Me­lhor as­sim.
■ Ati­re a pri­mei­ra pe­dra ­quem nun­ca te­ve opi­niões im­pro­fe­rí­veis. Ele as pro­fe­re. Ele po­de.
Mania política
  A ci­ta­ção de no­mes de pes­soas du­ran­te os dis­cur­sos se tor­nou uma ver­da­dei­ra ma­nia en­tre os po­lí­ti­cos. Na reu­nião dos pre­fei­tos de ­três mi­cror­re­giões do Nor­te do Pa­ra­ná, sex­ta-fei­ra em Man­da­gau­ri, foi ra­ro ­quem não fez uso des­te re­cur­so. Só pa­ra se ter uma ­ideia, um pre­fei­to que fa­lou du­ran­te cin­co mi­nu­tos, ci­tou o no­me de pe­lo me­nos dez pes­soas. Eis al­gu­mas ci­ta­ções: ‘‘Nós sa­be­mos, Grei­ce (sic)... Pe­la cons­ciên­cia que vo­cê tem, ­Ênio... Es­pe­ro que a ar­re­ca­da­ção au­men­te, Moa­cir... Eu que­ro lem­brar Ci­le­ni­nho (es­ta úl­ti­ma em re­fe­rên­cia ao pre­fei­to an­fi­trião, Cyllê­neo Pes­soa Pe­rei­ra Ju­nior)’’.
Doação ilegal...
  O ple­ná­rio do Tri­bu­nal Su­pe­rior Elei­to­ral (TSE) de­ci­diu por maio­ria de vo­tos du­ran­te a ses­são da úl­ti­ma quin­ta-fei­ra que o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co Elei­to­ral (MPE) tem até 180 ­dias ­após a di­plo­ma­ção do can­di­da­to pa­ra ajui­zar re­pre­sen­ta­ção em ca­sos de doa­ções aci­ma do li­mi­te le­gal.
■ A de­fi­ni­ção ocor­reu no jul­ga­men­to de um Re­cur­so Es­pe­cial Elei­to­ral (Res­pe) em que o MPE de São Pau­lo acu­sa a em­pre­sa Vo­to­ran­tim Ci­men­tos Bra­sil S/A de des­res­pei­tar o li­mi­te de doa­ção a cam­pa­nhas elei­to­rais de 2006.
...a candidatos do Paraná
  A em­pre­sa te­ria ul­tra­pas­sa­do o te­to de 2% do seu fa­tu­ra­men­to bru­to do ano an­te­rior, pa­ra doa­ções elei­to­rais, so­man­do um to­tal de R$ 265 mil, que fo­ram dis­tri­buí­dos a qua­tro can­di­da­tos do Pa­ra­ná, em­bo­ra a ori­gem do ques­tio­na­men­to te­nha par­ti­do do MPE de São Pau­lo: o en­tão can­di­da­to a go­ver­na­dor do Es­ta­do, Ro­ber­to Re­quião (­PMDB), os en­tão can­di­da­tos a de­pu­ta­do fe­de­ral Eduar­do Sciar­ra (DEM) e Max Ro­sen­mann (fa­le­ci­do em 2008) e Cé­sar ­Luiz Gon­çal­ves, que dis­pu­tou uma ca­dei­ra de de­pu­ta­do es­ta­dual pe­lo PPS, mas não se ele­geu.
Derrota no TSE
  No en­tan­to, o MPE pro­pôs a ­ação ape­nas no dia 6 de ­maio de 2009, ­mais de ­dois ­anos ­após a di­plo­ma­ção dos elei­tos. Nu­ma pri­mei­ra aná­li­se, o Tri­bu­nal Re­gio­nal Elei­to­ral de São Pau­lo re­jei­tou o re­cur­so por con­si­de­rar que só po­de­ria ter si­do pro­pos­to até a da­ta da di­plo­ma­ção. O MPE daí re­cor­reu ao TSE, que con­si­de­rou os 180 ­dias.
■ Com o re­sul­ta­do, a ­ação do MPE con­tra a em­pre­sa Vo­to­ran­tim fi­cou pre­ju­di­ca­da. No ca­so, a lei pre­vê mul­ta de cin­co a dez ve­zes a quan­tia em ex­ces­so.
Perguntinha
  Os de­pu­ta­dos fe­de­rais te­rão co­ra­gem de apro­var o pro­je­to fi­cha lim­pa nes­ta se­ma­na e as­sim im­pe­dir a can­di­da­tu­ra de po­lí­ti­cos con­de­na­dos pe­la Jus­ti­ça?

Equipe da Folha | [email protected]

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