INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de maio de 2010
Equipe da Folha 
Interior com medo
É impressionante como o governo do Paraná deixou a população à mercê dos bandidos. Como a violência se alastrou em menos de seis a sete anos!
■ Ontem foi Altônia quem reclamou. A pacata e ordeira Altônia tem problemas com o tráfico.
Campo Mourão, Jandaia...
Dias atrás foram Campo Mourão, Jandaia do Sul e Ivaiporã. As pessoas pedem apoio da Polícia, mas não registram queixa porque temem vingança. O máximo que fazem é ligar para a FOLHA.
■ Se a saúde está nas últimas, a educação é medíocre e a segurança está descalça...
■ Então, o que se fez no Paraná? Só discursos enraivecidos?
E o Pessuti?
O governador Orlando Pessuti (PMDB) não vai dar um choque de segurança? A bandidagem está tomando conta.
■ Espera-se que Pessuti não dê continuidade a essa obra do descaso.
Show de bola, Presidente
Gente! O que foi aquilo? Presidente Lula proferiu frases apontando que o trabalho doméstico não é profissão, é obrigação ou algo seme-
lhante?
■ Será que foi isso mesmo que as pessoas ouviram? Ou o povo ouve certo o que o presidente pronuncia por linhas tortas?
■ Pensando bem, foram tantos os tropeços vocabulares nestes quase oito anos que os brasileiros já não deveriam estranhar. Então, por que essa perplexidade?
■ Vamos deixar o presidente em paz com as pérolas que ornamentam os seus indeléveis discursos. Vamos interpretar o que o presidente queria dizer e não o que ele disse. Melhor assim.
■ Atire a primeira pedra quem nunca teve opiniões improferíveis. Ele as profere. Ele pode.
Mania política
A citação de nomes de pessoas durante os discursos se tornou uma verdadeira mania entre os políticos. Na reunião dos prefeitos de três microrregiões do Norte do Paraná, sexta-feira em Mandagauri, foi raro quem não fez uso deste recurso. Só para se ter uma ideia, um prefeito que falou durante cinco minutos, citou o nome de pelo menos dez pessoas. Eis algumas citações: Nós sabemos, Greice (sic)... Pela consciência que você tem, Ênio... Espero que a arrecadação aumente, Moacir... Eu quero lembrar Cileninho (esta última em referência ao prefeito anfitrião, Cyllêneo Pessoa Pereira Junior).
Doação ilegal...
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por maioria de votos durante a sessão da última quinta-feira que o Ministério Público Eleitoral (MPE) tem até 180 dias após a diplomação do candidato para ajuizar representação em casos de doações acima do limite legal.
■ A definição ocorreu no julgamento de um Recurso Especial Eleitoral (Respe) em que o MPE de São Paulo acusa a empresa Votorantim Cimentos Brasil S/A de desrespeitar o limite de doação a campanhas eleitorais de 2006.
...a candidatos do Paraná
A empresa teria ultrapassado o teto de 2% do seu faturamento bruto do ano anterior, para doações eleitorais, somando um total de R$ 265 mil, que foram distribuídos a quatro candidatos do Paraná, embora a origem do questionamento tenha partido do MPE de São Paulo: o então candidato a governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), os então candidatos a deputado federal Eduardo Sciarra (DEM) e Max Rosenmann (falecido em 2008) e César Luiz Gonçalves, que disputou uma cadeira de deputado estadual pelo PPS, mas não se elegeu.
Derrota no TSE
No entanto, o MPE propôs a ação apenas no dia 6 de maio de 2009, mais de dois anos após a diplomação dos eleitos. Numa primeira análise, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou o recurso por considerar que só poderia ter sido proposto até a data da diplomação. O MPE daí recorreu ao TSE, que considerou os 180 dias.
■ Com o resultado, a ação do MPE contra a empresa Votorantim ficou prejudicada. No caso, a lei prevê multa de cinco a dez vezes a quantia em excesso.
Perguntinha
Os deputados federais terão coragem de aprovar o projeto ficha limpa nesta semana e assim impedir a candidatura de políticos condenados pela Justiça?
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