Sandra Graça
Muitas críticas à vereadora Sandra Graça (PP), que lidera um grupo para levá-la a presidir a Câmara Municipal de Londrina e, por circunstância, a exercer a função de chefe do Executivo, enquanto não houver nova eleição.
- A cidade ainda não se conforma com o impasse criado pelo TSE.

Cultura política
Eleições para presidência de Câmaras (municipais, Assembléias Legislativas e Câmara Federal) sempre foram cercadas de articulações (eufemismo para designar negociatas e conciliações de interesses). Exemplos existem em profusão.

Tudo normal
Articulações ou negociações, seja lá qual for o termo empregado, são inerentes à política partidária. Sandra foi hábil sem, necessariamente, transgredir as convenções e costumes que os próprios políticos criaram e cultuam. Apesar da repulsa da sociedade. Ou da sua cumplicidade.

Juntinhos
O PSDB e o PT, partidos de matizes político e ideológico frontalmente opostos estão dispostos a somar nesta eleição e cooptar aliados da chapa oposta. É estranho, não? Mas isto também é defensável, dentro dos costumes e dos vícios que a política brasileira – esta coisa santa – criou.
-Então por que estranhar a articulação da vereadora?

As críticas
Agora aparecem críticas até com relação a mudança de horário das sesões da Câmara. Mais importante não é o conteúdo dos trabalhos?

Relação com os políticos
Melhor é fincar vigilância diante da postura dos vereadores quando os assuntos são realmente do interesse comum. E, neste ponto, as instituições, a população em geral e os formadores de opinião negligenciaram até agora.
- sociedade tem que se perguntar: Que relação queremos ter com os políticos?

Acreditar na Justiça
A outra forma de consolo é acreditar na Justiça. Critica-se a Justiça pelos episódios isolados – como o escândalo dos desembargadores do Espírito Santo –, mas, enquanto instituição, ela tem que ser depositária da confiança e da fé pública. É veneranda.

Posse
O prefeito Beto Richa (PSDB), o vice-prefeito Luciano Ducci (PSB) e 38 vereadores eleitos e reeleitos para a Câmara Municipal de Curitiba tomarão posse no dia 1º de janeiro, no Memorial de Curitiba, às 16 horas.

Comissões I
Os vereadores que estarão nas comissões permanentes da Câmara Municipal de Curitiba serão definidos após a eleição da Mesa Executiva, que ocorre no dia 2 de janeiro. Todos os partidos já indicaram seus representantes para participar das comissões.

Comissões II
O PSDB, que tem maior bancada eleita na Casa para os próximos quatro anos deverá comandar duas das quatro maiores comissões, que têm responsabilidade para a tramitação das matérias. As comissões de Legislação, Justiça e Redação - que deve continuar sob a presidência do vereador Jair Cézar - e a de Economia, Finanças e Fiscalização, que terá, segundo indicação, Paulo Frote como presidente.

Comissões III
As outras duas ficaram com DEM e PDT. A comissão de Serviço Público deve permanecer sob o comando de Jairo Marcelino, do PDT. A Comissão de Participação Legislativa deverá ser presidida por Sabino Picolo, indicado pelo DEM.

Suplentes
Dezoito suplentes de deputados federais devem ingressar no Congresso Nacional no dia 6 de janeiro. Eles irão substituir parlamentares que foram eleitos como prefeitos ou vice-prefeitos nas eleições deste ano.

Perguntinha
A julgar pelos acordos que estão sendo costurados na Câmara Municipal de Londrina, dá para acreditar na mudança dos hábitos políticos?

Equipe da Folha - [email protected]

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