INFORME FOLHA
Fogueiras
Chega Junho, o mês das calorias: o pinhão bem paranaense, o amendoim torrado, as batata assada.
- Batata-doce, certo?. Porque tem aquelas batatas podres, da Avenida Duque de Caxias...
Fogueira 2
Mas junho é calórico, apesar das geadas. É o mês das fogueiras de São João, Santo Antônio e São Pedro.
Fogueiras 3
Mas o que arde mesmo são as fogueiras de vaidades. São muitas, o ano inteiro. Mais incandescentes que as fogueiras de lenha seca, material inflamável.
Fogueiras 4
Mas a incandescência das fogueiras de vaidades não chegam a tornar luminoso o indivíduo portador dessas patologias relacionadas à necessidade de holofotes e eme em geral,... são políticonão brilham.
Bonilha
A previsão da Câmara Municipal de Londrina é de ''tranquilidade'' na sessão especial em que será julgado hoje se o ex-vereador Orlando Bonilha (PR) terá ou não o mandato cassado por quebra de decoro parlamentar.
Dúvidas
Duas dúvidas ficam no ar: a rapidez comentada nos bastidores, para a sessão, é pela ausência já anunciada dos advogados do ex-vereador - já que a defesa teria até 60 minutos para defesa oral -, ou pela qualidade de ''arquivo vivo'' atribuída a Bonilha e que seria lembrada pelos colegas - os quais terão até cinco minutos, cada um, para se manifestar em plenário?
São Tomé
Aliás, o eleitor mais curioso, e mesmo mais otimista de que o processo trasncorra por completo, pode pensar até em uma terceira dúvida: foragido da Justiça há 10 dias, aparecerá o próprio Bonilha para se defender no próprio julgamento? Afinal, se PMs estarão por lá, chamados para reforçar a segurança, e se o ex-vereador tem expedido contra si um mandado de prisão, não é difícil imaginar como o ex-presidente do Legislativo iria embora dali.
Dinheiro público
O governador Roberto Requião (PMDB) declarou ontem que irá enviar à Assembléia Legislativa um projeto de lei obrigando a aplicação de todos os recursos públicos em bancos oficiais. A medida deve, segundo ele, evitar processos de corrupção e de vantagem para o aplicador.
Retorno tumultuado
A declaração foi feita no retorno do governador da Alemanha, que encontrou o Estado em plena ebulição devido à suspeita de possíveis irregularidades nos investimentos que a ParanaPrevidência vinha realizando em bancos privados. A medida seria totalmente contrária à ''orientação'' do governador.
Orientação, só verbal
De acordo com a assessoria de imprensa da ParanaPrevidência não existe nenhuma orientação ''oficial'' do governador. Existe apenas uma recomendação que indica que o dinheiro deve ser investido ''preferencialmente'' em bancos públicos. E ''preferencialmente'', nas palavras do assessor, não é ''somente''.
Reunião
Se a orientação era verbal, o governador teve a oportunidade de reafirmá-la hoje. Ele chamou para uma reunião privada no meio da tarde o diretor de finanças e patrimônio da ParanaPrevidência, Mário Marcondes Lobo Filho, e o presidente da entidade, José Maria de Paula Correia. A ParanaPrevidência cuida das aposentadorias dos funcionários públicos do Estado.
Fora do cargo
Carlos Moreira Júnior não é mais reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR). O médico oftalmologista entregou ontem ao Conselho Universitário da instituição sua carta com pedido de exoneração, com vistas à disputa das eleições municipais, que ocorrem em outubro.
Pré-candidato
Por exigência da lei eleitoral, Moreira não poderia pleitear cargos eletivos enquanto fosse reitor - seu mandato duraria até 2010. O agora ex-reitor disputará em junho, contra o ex-prefeito Rafael Greca, o deputado estadual Stephanes Júnior e o deputado federal Rocha Loures a nomeação de candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB.
Veneno
O ex-reitor mandou um recado venenoso aos seus colegas de partido que disputarão com ele a convenção. ''Toda convenção é democrática, e as disputas são legítimas. O que não acho legítimo é desqualificar companheiros de partido'', afirmou, dizendo que a mensagem se destinava ''para quem servir a carapuça''.
Cassação mantida
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a cassação dos mandatos de dois vereadores do Paraná, acusados de infidelidade partidária: Luiz Carmelo Comegno (PMDB) e Paulo Aparecido Ferreira Barbosa (PT), ambos de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio). As decisões eram relativas a ações cautelares apresentadas pelos parlamentares, pedindo ao TSE para se manterem em seus cargos, até que sejam julgados os recursos especiais em tramitação.
Resolução
Os vereadores tiveram seus mandatos cassados por terem mudado de partido após o dia 27 de março de 2007. A data-limite foi estabelecida na resolução 22.610/07 do TSE como marco temporal para que partidos políticos peçam a decretação da perda de cargo eletivo em decorrência de desfiliação partidária sem justa causa.
Perguntinha
O julgamento de Bonilha marcado para um sábado de feriadão trará efetivamente respostas à sociedade ou somente apagará um dos focos de incêndio do atual escândalo do Legislativo municipal?
Equipe da Folha - [email protected]





