Informe Folha
INFORME FOLHA
Mea culpa
O ex-governador Álvaro Dias, agora presidente da Telepar e postulante ao cargo de governador, deu um primeiro passo em busca da reconciliação com os professores. Na última sexta-feira, Álvaro lembrou o episódio de 88, em frente ao Palácio Iguaçu, em que a PM desceu a borduna nos professores em greve. Na batalha campal houve feridos, presos e pisoteados. Os professores jamais esqueceram a violência de que foram vítimas e traduziram isto nas urnas. O ex-governador sabe que não recebe votos do magistério. Mas, contrito, num encontro na Unioeste, em Cascavel, pediu desculpas aos professores e lamentou o que ele julga ser a única escorregadela de seu governo. Em sentido oposto, o governo Jaime Lerner resolve bater de frente com o professorado, ao determinar o fim dos descontos em folha de pagamento das mensalidades da APP-Sindicato.
Bambolê
O secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, vai ter de mostrar jogo de cintura na briga jurídica que vem sendo travada pelos comandos das polícias Militar e Civil do Paraná para definição de competências. Pode ser a última oportunidade de o secretário testar seus nervos, antes de assumir a Casa Civil, no lugar de Rafael Greca.
Média
Jaime Lerner anunciou que já determinou aos órgãos do governo e aos prefeitos municipais que dêem prioridade aos produtores locais na hora de comprar leite para a merenda escolar. Saúde. Longa vida aos produtores e que isso seja um marco de melhoria das condições, brindou.
Gargalo
Lerner caprichou para não fazer feio com os produtores que vieram a Curitiba discutir a crise do setor leiteiro. Bebeu de uma vez só o copo de leite oferecido na cerimônia como símbolo de sua solidariedade.
Pose
O empenho do governador foi tanto que ele até posou para fotos com algumas tietes do Movimento SOS Leite. O deputado federal Abelardo Lupion (PFL) foi o fotógrafo oficial. Viram? A foto de vocês vem de cima, brincou Lerner numa referência ao deputado federal.
Sondando
O presidente do PPB, José Janene, não foi nem mandou representante na reunião da frente de oposição, ontem. Ele justifica a ausência alegando atraso. O deputado reservou, no entanto, parte da manhã para checar a possibilidade da audiência entre o governador e o ex-prefeito Paulo Maluf.
Negativa
Lerner disse à tarde que não solicitou audiência com Maluf, apesar de eventuais conversas não estarem descartadas. Segundo ele, existem ainda muitas especulações em torno do assunto (coligação com o PPB), que ainda não está esgotado.Perfumaria
A frente das oposições contrária à reeleição de Lerner reuniu-se ontem para discutir amenidades. Em menos de uma hora e sem debates, os partidos definiram diretrizes de um programa de governo. O documento, de nove páginas, demonstra a contrariedade do grupo à exclusão social, à política neoliberal de privatização e ao sigilo de atos como os protocolos com as montadoras.
Cautela
A pauta abrangente foi proposital. Os partidos da frente não estão dispostos a antecipar a discussão de questões específicas, dais quais podem aflorar diferenças ideológicas. O detalhamento do documento ficará para mais tarde. Até porque existem partidos como o PPB e o PSDB que podem deixar o grupo. O balaio está pronto, agora é evitar o racha, comentou um dos líderes da oposição.
Animada
A mulher do ex-governador Mário Pereira, Marlene Pereira, está empolgada com as eleições 98. Ela estuda a possibilidade de concorrer a uma das cadeiras da Assembléia Legislativa. Mas para isso depende da definição do marido, que ainda não sabe se sai à Câmara Federal. Eu sempre dizia que não ia concorrer, mas desta vez estou ficando animada, confessou ontem.
Oportunismo
Mal manifestou vontade em concorrer e as primeiras críticas contra a sua pretensão já começaram a pipocar. O presidente da Câmara de Cascavel, Misael Pereira, que também está de olho na vaga pelo PMDB, deu a entender que a pré-candidatura de dona Marlene pela região é oportunista, já que ela reside há anos em Curitiba. O vereador a comparou a um pára-quedista.
Dedo-duro
O deputado Joel Coimbra (PTB) não deixou por menos o encontro do PMDB em Maringá, no último dia 30. Ligou ontem para o presidente da Assembléia, Aníbal Khury (PFL), para fazer fofoca contra o líder do PMDB, Orlando Pessuti. Segundo Coimbra, Pessuti deu declarações desairosas contra a Assembléia. Furioso, Khury disse que, se for verdade, vai tomar medidas contra Pessuti.
Lançamento
Aliás, Khury teve o seu dia de glória ontem. Luiz Carlos Alborghetti o lançou no seu programa de televisão candidato ao governo do Estado pelo PFL. A candidatura, de acordo com as declarações de Alborghetti, contaria com o apoio da maioria dos partidos do Estado. Vapt-Vupt
Rolou quase de tudo no barreado oferecido no último sábado pelo diretor de relações empresariais do Porto de Paranaguá, ex-deputado Lourenço Fregonese (PFL), na Prainha de Caiobá. Apesar da ausência dos três principais pré-candidatos ao governo - Jaime Lerner, Álvaro Dias e Roberto Requião - o ti-ti-ti correu solto.
O principal é uma pesquisa eleitoral do Datafolha, que deveria ter sido divulgada no último domingo, mas que ficou para a semana que vem. A sondagem daria 5% de vantagem ao presidente da Telepar. Lerner viria em segundo e Requião em terceiro.
A outra fofoca que circulava entre os políticos presentes diz respeito ao PPB. Um deputado teria espalhado uma versão de que os pepebistas estariam barganhando junto ao Palácio Iguaçu R$ 600 mil por candidatura a deputado estadual e R$ 1 milhão para federal. José Janene disse ontem que a informação é um absurdo.
José Fernando(interino), de Curitiba, com Redação e sucursais





