INFORME FOLHA
Intenções de Stephanes
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB), desembarca hoje, às 18h30, em Londrina, para descansar no final de semana. Lideranças da agricultura (de pequeno, médio e grande porte) ainda não têm clareza sobre as intenções do Governo Lula para o setor, neste segundo mandato.
Interior desconfia
O interior, desconfiado, acha que o governo continuará ignorando o agribusiness - um palavrão para os petistas. Mas o agronegócio (que compreende importantes cadeias alimentares) prevê aumento da produção no campo, que implica em geração e distribuição de riquezas.
Oxigênio na economia
Paranaense que já ocupou a Secretaria da Agricultura, o atual ministro, sabe do potencial do setor produtivo para gerar empregos, movimentar as cidades, oxigenar o comércio no interior. Sabe que o agronegócio e a construção civil são setores que dão respostas rápidas.
Ministro sem força
O ministro da mesma pasta no primeiro mandato de Lula, Roberto Rodrigues, também sabe. Mas sua atuação foi modestíssima, medíocre. Não fossem as trapalhadas no campo sanitário (em que teve como coadjunte o governo do Estado) sua passagem teria sido imperceptível.
Incógnita
O Governo Lula desdenha o agronegócio, mas negocia com os Estados Unidos no campo da bioenergia. Menos ruim. Mas a ampliação do mercado não significa, necessariamente, um novo tempo para o interior. Sobre Stephanes, tido como técnico competente: será que vai aceitar o mesmo papel de Rodrigues?
Comissões 1
Ao ser questionado sobre o motivo de a pauta de votações da Assembléia Legislativa andar tão light, o presidente da Casa, deputado Nelson Justus (PFL), explicou que adotou a linha de passar os projetos por todas as comissões permanentes da Assembléia antes de levá-los ao plenário. Isso evitaria que propostas inviáveis ou com ilegalidades chegassem ao plenário que, aliás, anda desanimado. Ontem pela manhã sequer houve quórum para votação. Somente 22 dos 54 deputados estavam presentes.
Comissões 2
As comissões permanentes são encarregadas de emitir pareceres sobre as matérias que tramitam na Casa. As mais importantes são a de Constituição e Justiça, Finanças e Orçamento. Receber parecer favorável, no entanto, não é garantia de que o projeto não contenha inconstitucionalidades ou não cause problemas financeiros ao Estado.
Cristovam no Paraná
O senador Cristóvam Buarque (DF), que disputou a presidência pelo PDT, ano passado, estará em Curitiba na segunda-feira, para o lançamento do Movimento Educação Já no Paraná. A educação foi a principal bandeira da campanha de Buarque. O movimento está sendo lançado em vários estados e tem como objetivo conscientizar a classe política e a sociedade organizada para transformar a educação em movimento social e ideológico.
Agenda
A agenda de Buarque em Curitiba prevê duas palestras sobre o tema e um encontro com lideranças do partido, às 19 horas.Temos de encarar a educação não como um serviço a mais, como água, esgoto, estrada ou energia. A educação é o centro, o eixo, o vetor, o motor do progresso. O lema da bandeira nacional deveria mudar de Ordem e Progresso para Educação e Progresso, diz
Buarque.
É ou não é?
Há um déficit que não reconheço como déficit. O que chamamos de déficit na Previdência é muito menor que os números que aparecem, de R$ 47 bilhões. Do presidente Lula (PT), sobre o rombo da Previdência.
Cortume
O leilão do complexo industrial do Cortume Curitiba deve ocorrer dentro de um mês. A nova data deve ser dia 27 de abril. O lance mínimo é de R$ 11,2 milhões. O Cortume Curitiba já foi o quinto maior curtume do mundo e primeiro da América Latina.
Banestado 1
O ministro Joaquim Barbosa é o relator da Reclamação número 5.066, com pedido de liminar, ajuizada pela União contra decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ªRegião, de Porto Alegre (RS). Na ação, a Advocacia Geral da União afirma que acórdão do TRF usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal (STF) garantida pela Constituição Federal.
Banestado 2
Segundo a AGU, isso teria ocorrido porque com o ato contestado ficou estabelecido que a Justiça Federal do Paraná deveria processar e julgar ação proposta pelo Estado do Paraná e pelo Ministério Público paranaense contra a União, o Banco Central do Brasil e o Banco Itaú. O objetivo da ação era o ressarcimento de supostos danos causados pela privatização do Banestado, arrematado em leilão pelo Itaú em outubro de 2000, por R$ 1,6 bilhão.
Perguntinha
O ex-procurador-geral do Estado volta ao poder aos poucos e mais forte?
Equipe da Folha | [email protected]





