Para onde vamos?
Que cidadãos o Paraná está formando? Dias atrás, um ‘‘anjo‘‘ de 20 anos espancou a professora do colégio, que não quer voltar às aulas. O jornal denunciou, pediu ajuda ao secretário Maurício Requião, da Educação, mas ele não se pronunciou. E a secretária municipal de Educação, Carmen Sposti, sequer respondeu às
críticas.

Omissão perigosa
Devem ter adotado o conceito Lula e não sabem de nada. O Núcleo de Educação é chamado de omisso, mas também não reage. Entre professores tudo é comentado com cuidado: os políticos, de hoje, são contra a linha dura e qualquer disciplina é considerada linha dura. Malvadezas do populismo.

E os deputados?
E os deputados, todos, e senadores do Paraná não se interessam pelo sério problema de violência? Vão ficar só nos discursos esperando que algo mais grave ocorra? Aqui entre nós: são bem fraquinhos, não?

Professora perde o bebê
Ontem, em Rolândia, ninguém conseguiu evitar a notícia: professora perde bebê após agressão de aluno. É de se perguntar: Isso é aluno mesmo? Quem agride a professora agride a mãe.

Pai ‘herói’
No caso de Rolândia, os pais foram chamados à escola; mesmo assim o garoto ameaçou a professora: ‘‘Isto não vai ficar assim’’. Nova pergunta: São pais de verdade?

Ameaça de morte
Segundo o diretor, os problemas em Rolândia vão desde depredação dos banheiros até ameaças de morte. Ele agora pode acrescentar uma modalidade: ataque abortivo (com perdão do trocadilho infame, que o leitor não merece, mas o assunto irrita).

Cheida
Em resposta às notas publicadas ontem no Informe, Luiz Eduardo Cheida, ex-prefeito e atual deputado estadual, disse que mantém um escritório na sede do PMDB em Londrina, na Rua Paranaguá, 2203. ‘‘Meu escritório funciona lá e o meu celular é o mesmo há 15 anos’’, disse Cheida.

Caixa de Correio
Conforme as notas publicadas ontem, o prefeito Nedson (PT) torce para que Cheida abra seu próprio escritório na cidade, pois cartas endereçadas a Cheida estão chegando na portaria do prédio onde mora Nedson.

Nepotismo em Arapongas 1
O secretário municipal de Arapongas, Luiz Giocondo, contestou ontem o que chama de ‘‘uma série de inverdades’’ sobre a contratação de 20 parentes na Prefeitura. Ele se refere à ação civil da Promotoria de Defesa do Patrimônio que pediu a exoneração dos 20 nomeados pelo prefeito e o vice, além de secretários municipais. Na Câmara, são pedidas três exonerações.

Nepotismo em Arapongas 2
Para o secretário, não há imoralidade na contratação de parentes, já que o Estatuto do Servidor não faz qualquer tipo de objeção. A outra ‘‘inverdade’’, argumentou, diz respeito à presença de servidores estatutários cedidos pelo Estado e pelo Município a funções gratificadas, com caráter de chefia.

Nepotismo em Arapongas 3
Giocondo diz que ‘‘não há ninguém do Estado, nem da União’’, mas admite serem três estatutários dos quadros da Prefeitura, nesses postos. ‘‘Só porque é parente não tem competência?’’

O PT e o governo
O deputado federal André Vargas (PT), presidente estadual do PT, tem dito que quer uma ‘‘relação madura’’ com o governador Requião (PMDB), que o partido ajudou a reeleger. A declaração faz parte dos comentários de Vargas sobre as denúncias envolvendo o ex-secretário do Trabalho Padre Roque Zimmermann. Na gestão de Zimmermann, funcionários da Pasta dividiam salários, garantindo um extra nos vencimentos de quem ganhava mais.

Escolha
Vargas foi cotado para a Pasta do Trabalho, que acabou ficando com o tucano Nelson Garcia. Em 2003, início da gestão anterior de Requião, Padre Roque Zimmermann foi escolhido pelo governador para a função. O partido não gostou nada do fato de não ter indicado um
secretário.

Cartinha ao RH
O gabinete do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), preparava ontem à tarde um ofício ao departamento de Recursos Humanos da Prefeitura, pedindo que 20% do seu salário seja devolvido aos cofres públicos. No fim da tarde, o prefeito prometeu encaminhar ao Itaú, onde tem conta-corrente e recebe seu salário, autorização para que sejam depositados, mensalmente e de forma automática, R$ 4,4 mil na conta-corrente da Prefeitura. O desconto será feito a partir de abril.

Corte
A idéia inicial, de votar no Legislativo um corte de
R$ 19 mil para R$ 15 mil no contracheque não vingou porque a lei não permite que isso seja feito ainda para este mandato.

Perguntinha
Além de um aborto, o que mais será necessário para o Estado acabar com a violência nas escolas?

Equipe da Folha | [email protected]

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