INFORME FOLHA
Católicos e evangélicos. Cadê?
Frases por aí. A Igreja Católica aprova o governo do PT, que apoiou nas eleições. Mas, será que bispos e padres estão gostando da idéia de instalar máquinas para distribuir preservativos nas escolas? Não é um estímulo à sexualidade precoce? (Leitora da FOLHA inconformada).
Silêncio medroso
Da mesma leitora: Por que as autoridades da Igreja não se pronunciam? E os evangélicos por que não reagem? Todos concordam? Temos pastores tão bons, sensatos. Por que não se mexem?
Omissão nas escolas
A julgar pelas críticas de leitores (que assumem ou pedem anonimato) o inconformismo não ocorre apenas com relação aos religiosos, que estão sendo acusados de omissos. Também as autoridades do ensino, incluindo diretores, são cobradas.
Diretores têm medo
A crítica no caso dos diretores é porque - com raras exceções - eles se acovardam diante da violência nas escolas. Seu medo está entre o risco de represália dos adolescentes e a punição por parte do governo, que por ser populista, não gosta de linha dura. Então cada um faz o que quer.
Agora, o outro lado
Diretores são obrigados a responder pelos atos de adolescentes que não tiveram educação, orientação ou carinho dos pais?
E o Núcleo?
O Núcleo de Ensino, em Londrina, é omisso. Há professores reclamando da falta de apoio. O Núcleo não colabora. É o que professores estão dizendo. Mas com muito medo de punição.
Barbosa
Denúncias veiculadas pela nova página 3 da FOLHA DE LONDRINA, que ampliou o espaço de debate com leitores, estão chegando com freqüência ao Congresso Nacional. No início dessa semana, o deputado federal Barbosa Neto (PDT) utilizou a tribuna para criticar o processo de extinção do Centro Integrado de Atendimento a Doenças Infecciosas de Londrina (Cidi) denunciado pela ex-gerente Sueli Galhardi.
IAP e queimadas
No início da semana, Barbosa voltou a citar a entrevista pingue-pongue da FOLHA ao condenar o presidente estadual do IAP, Vitor Hugo Burko, que defendeu, no último domingo, a liberação das queimadas controladas no Paraná. Para Barbosa, o presidente do IAP tem que se retratar das
declarações. As queimadas estão na contramão da história.
Transparência
Para uma administração que preza tanto os conceitos de responsabilidade e transparência, causou estranheza, ontem à tarde, o comportamento do staff do prefeito Nedson Micheleti (PT) na estratégia de divulgação dos números de terceirizados. Comunicada pela chefia do Núcleo de Comunicação que teria os dados às cinco da tarde, cinco e meia, a imprensa foi obrigada a ter acesso ao balanço apresentado pelo secretário municipal Jacks Dias (Gestão Pública) individualmente - a portas fechadas. Questionado sobre o fato, Dias disse que era uma forma de se ir se preparando. Diante das queixas, só por volta das 17h45 todos os repórteres foram liberados.
Soneca
Na reunião do secretariado de ontem de manhã, pelo menos três diretores de autarquias e secretarias foram flagrados cochilando pela FOLHA. A sorte é que estavam sentados nos fundos. Longe das vistas do governador Roberto Requião (PMDB).
Convite
No final da reunião, a provocação. O escolhido desta vez foi o líder da oposição na Assembléia, Valdir Rossoni (PSDB) um dos principais articuladores do veto judicial à aliança PMDB-PSDB para a reeleição de Requião. Requião convidou Rossoni para participar da próxima reunião do secretariado. O tema será violação ambiental.
Floresta
Entre os casos que Requião promete cutucar está o de uma empresa que teria comprado uma imensa área florestal por R$ 3 milhões. Depois de negociação com o governo do Paraná, ela teria concordado em pagar mais R$ 18 milhões. É sinal que o terreno florestal valia muito mais, reclamou Requião.
Farpas
A área seria dentro da região eleitoral de Rossoni. Eu tenho fé no Rossoni. Cara porreta está ali. Quero que ele venha para ver as denúncias e pedir uma CPI na Assembléia para ver quem roubava a Paraná Ambiental no governo que me antecedeu, disparou.
Microfone aberto
Poucas horas depois, na Assembléia, Rossoni avisou que só iria a uma reunião com o governador se fosse com microfones abertos.
Servidores
Na última segunda-feira, além de divulgar que vai cortar seu próprio salário, o prefeito da capital, Beto Richa, determinou um reajuste de 5% no salário de 30 mil servidores ativos e inativos de Curitiba. O reajuste, segundo a prefeitura, será pago em uma só parcela, a partir de abril.
Economia local
O novo benefício deve injetar na economia local, ainda neste ano, quase R$ 36 milhões e vai gerar um acréscimo mensal de R$ 3,573 milhões. Pelo andar da carruagem, o eleitor duvida que Beto seja candidato à reeleição?
Perguntinha
Ou vai ou racha a reforma do ministério de Lula?
Equipe da Folha | [email protected]





