INFORME FOLHA
Só Belinati?
A julgar pela análise do prefeito Nedson (PT), dias atrás, em visita à FOLHA, só a candidatura de Antonio Belinati (PP) preocupa o PT. Ele não citou outros nomes, como Barbosa Neto (PDT) e Cheida
(PMDB), ao falar de campanhas.
Ministro Porcina
Depois do mico de ser anunciado como ministro da Agricultura e quatro dias depois desistir da Pasta, o deputado Odílio Balbinotti (PMDB-PR) pode ficar conhecido como o ministro Porcina, aquele que foi sem nunca ter sido. Pecha relativa à famosa Viúva Porcina, da novela Roque Santeiro, que assumiu a alcunha sem de fato ser viúva.
Uma questão de tetas
Algumas verdades - que não aparecem na grande imprensa - têm que ser ditas: 1) A indicação de Balbinotti para a Agricultura não expressa nenhuma boa vontade do governo para com o setor. Não necessariamente. Até porque, não seria Balbinotti o nome ideal, independente de ter sido abortado.
Ou de úberes
2) A indicação é uma acomodação política e faz parte de negociações com o PMDB, que queria mais tetas e, então, foi-lhe dado a Agricultura porque inclui a pecuária, que tem muitos úberes.
Grito ululado
3) O presidente atende ao apelo do PMDB (e não a setores da produção) como um tratador que obedece ao grito ululado do lobo faminto. No caso do PMDB, sempre faminto. Basta observar o açodamento de Michel Themer (PMDB-SP).
Pomar de laranjas
4) Que ninguém se impressione com relação ao veto a Balbinotti porque, se fosse assim, pelos seus podres, grande número de políticos do primeiro escalão estaria fora. De repente um pomar de laranjas não é pior do que tantas irregularidades apontadas em CPIs ano passado.
Balbinotti é fichinha
Depois de dólares na cueca, mensalão e uma multiplicidade de denúncias graves, vetar Balbinotti é fazer tipo. Vetaram para não haver desgastes.
Boquinha garantida
A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) vai para o Ministério de Turismo. Foi o que sobrou para Marta, depois de muita luta por um ministério. Mas está bom. Ninguém está analisando se determinado posto garante ou não destaque na mídia. O importante é empregar centenas de assessores de campanha.
Requerimentos
Foi cômica a discussão sobre requerimentos no plenário da Assembléia, ontem. O peemedebista Waldyr Pugliesi atacou Marcelo Rangel (PPS), que queria informações sobre os gastos com publicidade do governo do Estado. Segundo ele, a oposição montou uma indústria do requerimento.
Memórias
Pugliesi disse que, quando era secretário de Estado dos Transportes, um deputado (que não se reelegeu) queria todas as informações desde que Pedro Álvares Cabral montou o primeiro barraco no Brasil. Irônico, Pugliesi contou que ligou para o deputado e avisou que abriria licitação para comprar as Scanias e levar os documentos com as respostas...
Panos quentes
O presidente da Casa, Nelson Justus (PFL), avisou que vai conversar com os líderes na Casa para resolver o impasse criado com os requerimentos. Segundo Justus, não se pode discutir o sexo
dos anjos.
Ex-PMDB
A bancada do PMDB acabou na Câmara de Curitiba. O vereador Felipe Braga Cortes, último integrante, confirmou que deixa o partido. Justificou a decisão alegando divergências com a direção municipal do partido (leia-se Doático dos Santos, presidente do PMDB de Curitiba).
Mais cidades 1
O Brasil poderá ganhar 619 novas cidades, caso o Congresso Nacional aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) número 13, que devolve aos Estados a competência para legislar sobre a criação e emancipação de municípios. A informação é do site mundogeo, revista especializada em geoinformações. Segundo o IBGE, o Brasil contava com 4.491 municípios em 1990, contra 5.507 em 1997. Hoje tem 5.565 cidades e pode ultrapassar os 6 mil com a aprovação da PEC.
Mais cidades 2
A PEC determina critérios mínimos para a emancipação. O município que desejar se emancipar deverá ter uma população superior a três mil habitantes, para as regiões Norte e Nordeste, e quatro mil para as demais regiões. Mais municípios significam mais prefeitos, secretários e vereadores pagos com dinheiro público.
Perguntinha
O Brasil precisa de mais prefeitos e vereadores?
Equipe da Folha | [email protected]





