TV Assembléia
O presidente da Assembléia Legislativa, Nelson Justus (PFL), diz que a TV da casa funciona em 90 dias. Acabou a queda-de-braço, na Justiça, com o empresário de comunicações e a TV do Legislativo vai ficar mesmo a cargo da GW. A empresa é a que fez campanhas eleitorais, entre elas a de Lerner (PSB).

Elenco tem 54 atores
Com os 54 deputados no ar, ao vivo e em cores, a população que se prepare para acompanhar todo tipo de debates e de posturas no plenário, desde os mais polêmicos até os mais folclóricos. E Rodrigo Santoro que se cuide!

Pensando bem...
Quem tem a televisão que nós temos no Brasil não pode reclamar de nada. Afinal, até o Papa já denunciou da agressão à família e da manipulação das notícias. Há honrosas exceções, mas o exemplo oferecido pela telinha não ajuda.

Seguindo o exemplo
A Rádio Comunitária Nova Geração, de Jataizinho (Norte do Estado), vai transmitir, a partir de hoje, as sessões da Câmara de Vereadores, que acontecem às quintas-feiras, às 17h30. Nossa intenção é transmitir também as sessões da Assembléia Legislativa’’, diz Odemir Briola, diretor.

Terreno da GET

Veio ontem, à FOLHA, a resposta da empresa Global Energy and Telecomunication (GET), de Cambé, sobre a ação civil pública que pede a nulidade da lei municipal que doou, em 2006, terreno público de quase 12 mil m2 ao grupo. A ação, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, questionou o fato de a GET ter recebido a área - avaliada em mais de R$ 1 mi, em localização nobre - na forma de doação, não cessão de direito real de uso, como recomenda o Tribunal de Contas do Paraná (TC-PR). E ainda recebeu após não ter edificado no prazo legal de um ano, o que renderia perda do imóvel.

Sem financiamento, ainda
Sobre isso, o diretor-presidente da empresa, Adirlei Rodrigues de Oliveira, afirma: ‘‘Vamos esperar a notificação. Ainda é questão oficiosa, não oficial’’. Ao contrário do que diz a ação do MP, o industrial negou que tenha colocado o imóvel como garantia de pagamento, em financiamento junto ao BNDES. Mas sinalizou: ‘‘Não vou tirar capital de giro, que é para desenvolver uma indústria, a fim de criá-la. Nenhuma empresa faz isso. Se eu fosse fazendeiro, colocaria minha fazenda (como garantia na contratação de empréstimos), sem dúvida’’, afirmou, reforçando que, com o terreno público doado, ‘‘não é o caso’’.

‘Doado não é público’

Outro ponto tocado pela ação civil – que aguarda para até hoje manifestação da Prefeitura – é quanto à utilidade pública da doação. Antes da medida, o terreno seria destinado a ações da rede municipal de ensino. Sobre isso, o presidente da GET resume: ‘‘A partir da doação, o imóvel deixa de ser público. Isso (qual a utilidade pública gerada pela doação) quem tem que responder é a Prefeitura, não nós. Acho até que teria de haver mais incentivos do poder público, e não só para nós’’, disse. Conforme Oliveira, os projetos de instalação da nova unidade estão prontos. Quase um ano e meio depois da doação, ele garante que a terraplanagem está pronta.‘‘Só nisso foram R$ 200 mil’’.

Sensível demais
Prós e contras à parte, a situação da GET sensibilizou a Prefeitura de Londrina antes da doação, em dezembro de 2005, e parece que continua sensibilizando. Na ocasião, secretários defendiam na Câmara a aprovação alegando a necessidade de a empresa obter financiamento justamente do BNDES. Agora, o que não falta é gente do primeiro escalão inconformada com o suposto prejuízo que a ação possa acarretar.

Invasões
A Câmara Municipal de Curitiba formou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as invasões de terra em Curitiba, nos bairros Santa Quitéria e Campo Comprido. O vereador Tico Kuzma (PPS) deve presidir a comissão, que terá 120 dias para apresentar relatório.

Na fila
Segundo o líder governista, Mário Celso Cunha
(PSDB), Depois desse período, devem ser instaladas as outras duas CPIs, a do Fome Zero e a dos

Radares.
Espólio de Carvalhinho
O Tribunal de Justiça (TJ) negou pedido de liberação dos bens do espólio do ex-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) José Carlos Gomes de Carvalho. A decisão saiu com base em uma ação movida pelo Ministério Público (MP) estadual.

Desvios
A suspeita é de desvio de R$ 36 milhões do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), ligado ao Sistema Fiep. Os desvios teriam ocorrido de 1996 a 2003. Carvalhinho morreu em outubro de 2003.

Perguntinha
Alguém terá tempo de assistir sessões da Assembléia pela TV?

Equipe da Folha | [email protected]

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