O Papa e a TV
O Papa Bento XVI se queixa: muitos dos conteúdos transmitidos pelos meios de comunicação ‘‘são destrutivos’’. Segundo as agências de notícias foi um recado direto para a mídia eletrônica.

Manipulação
O Papa também denunciou a ‘‘concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos conglemerados’’. Essa condição facilita a manipulação das informações em favor de governos.

O Papa sabe
O Papa vem ao Brasil em maio. Mas, a julgar pela avaliação acima, dá impressão que sua santidade passou algumas semanas no Brasil vendo televisão. Embora não precisaria tanto para constatatar manipulações e baixaria em horário nobre.

Professores acuados
É complicada a situação de muitas escolas, diante da falta de respeito e irreverência de alguns adolescentes. Ocorre na periferia e no centro da maioria das cidades. Professores são reféns. Estão acuados.

Falta de autoridade
O populismo dos políticos contaminou as autoridades do ensino. Professores e diretores não reagem. Temem punição. Então os adolescentes vão tomando conta. Tá tudo dominado!

Recesso mais enxuto
A Assembléia Legislativa retoma nos próximos dias a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o período de férias dos deputados na Casa de 90 para 55 dias. A PEC já foi aprovada em primeira discussão, por 40 dos 41 deputados presentes à sessão, que analisou apenas a constitucionalidade da proposta. Faltam mais duas votações. Dependendo do quórum, a PEC será votada em segunda discussão somente na próxima semana. Ninguém gostou e a maioria está engolindo a mudança a seco, para não contrariar a opinião pública.

Risco de tragédia
O único contra a PEC assumido é o deputado Antonio Anibelli, do PMDB. Na opinião do deputado, iniciar as férias parlamentares depois do dia 22 de dezembro seria submeter os deputados ao risco de tragédias, devido ao intenso movimento nas estradas na véspera do Natal. Algum eleitor considera isso um argumento válido?

Cargos em comissão
Outro assunto picante que deve constar na pauta de votações do plenário esta semana é a proposta que autoriza o Poder Executivo a fazer a transposição de cargos em comissão (sem concurso). Na prática, o projeto não cria novos cargos, apenas permite remanejamento. A idéia é relocar cargos em comissão que ficariam inativos com a extinção de departamentos de algumas secretarias, permitindo que o governador nomeie funcionários para cargos similares em outros órgãos do governo.

CCJ
O projeto já passou pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, segundo o presidente da comissão, Durval Amaral (PFL), não gera aumento de despesas. Na CCJ, a proposta foi aprovada por oito votos a quatro. Os contrários pertencem à bancada de oposição, que no plenário conta com 19 entre os 54 deputados.

Conselho de Ética
Na próxima quarta-feira, dia 14, a partir das 9h30, o vereador Joaquim Gonçalves de Oliveira (PNM), de Colombo (Região Metropolitana de Curitiba), será ouvido pelo Conselho de Ética da Câmara. Oliveira da Ambulância, como é mais conhecido, ficou um mês preso sob a acusação de espancar o enteado de nove anos de idade.

Decoro
Os vereadores da cidade vão analisar se houve quebra de decoro por parte do vereador. A intenção do presidente do Conselho de Ética, vereador Hélio Feitosa (PPS), é ouvir, além do vereador, as testemunhas de acusação e defesa. O Conselho deve concluir sua investigação em um mês.

Punição
O processo no Conselho de Ética pode render a Oliveira, como penalidade, desde uma simples advertência até perda do mandato.

Espancamento
O vereador de Colombo foi preso há pouco mais de um mês, em flagrante, após bater no garoto, que apresentava ferimentos no rosto, cabeça e costas. Além disso, o menino tinha uma corrente presa ao tornozelo esquerdo. A ex-mulher do vereador, Adinei de França, 33, fez a denúncia ao Conselho Tutelar de Piraquara – onde mora. O conselho repassou o caso para a delegacia local. Como a ocorrência foi em Colombo, a polícia de Piraquara transferiu o inquérito para a Delegacia do Alto Maracanã.

Perguntinha
Com a redução do recesso, o número de discussões fúteis no Legislativo vai aumentar?

Equipe da Folha
[email protected]

mockup