INFORME FOLHA
No limite
Abusos praticados por adolescentes em escola de Londrina chegaram ao limite. Dias atrás, nem a presença da polícia evitou explosões de bombas e disparos de armas, dentro e fora do estabelecimento. Professores são ameaçados.
Quero comprar
A FOLHA DE LONDRINA está promovendo a vinda do coordenador do Núcleo de Mercado da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Geraldo Leite. Falará sobre pesquisa de mercado realizada pela IPSOS-MARPLAN para a ANJ. Estação Norte, amanhã, às 8h30.
Devolução
Os vereadores de Marechal Cândido Rondon (90 km a oeste de Cascavel) terão que devolver ao município os valores recebidos indevidamente. Os parlamentares não conseguiram anular, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a decisão judicial que os obriga a devolver esses vencimentos.
Faz tempo
Em 1990, eles aumentaram os próprios subsídios e foram processados em ação popular, em 1993. Na época, a Câmara de Vereadores da cidade tinha onze parlamentares. Hoje são nove. Os vereadores pretendiam que o STJ estendesse a eles a sentença que declarou a ação prescrita para o prefeito e o vice-prefeito da região, mas não obtiveram sucesso no tribunal.
Sem notificação
Procurada pela FOLHA, a Câmara de Marechal Cândido Rondon informou ontem que não vai se pronunciar porque ainda não recebeu uma notificação oficial sobre a decisão, detalhando o teor da sentença e os valores a serem restituídos.
Histórico
De acordo com informações do STJ, a ação popular foi inicialmente proposta apenas contra os vereadores da cidade. Três anos após o julgamento, os processados pediram a inclusão do prefeito e vice-prefeito na demanda. O Tribunal de Justiça (TJ) do Estado do Paraná, no entanto, considerou que o Estado havia perdido o prazo para processar tais políticos.
Individual
Segundo o relator do processo no STJ, ministro João Otávio de Noronha, a lei não exige que a decisão seja uniforme para todos os envolvidos em um mesmo processo. É lícita a condenação conforme a situação individual de cada litisconsorte, como ocorreu no caso, em que cada um foi condenado à devolução da vantagem que auferiu pessoalmente, explicou o ministro.
Mudanças na Ceasa
Dia tenso ontem na Ceasa (Centrais de Abastecimento do Paraná). Apesar de a Secretaria estadual da Agricultura não confirmar oficialmente ontem, o atual secretário da Agricultura, Valter Bianchini, foi a uma feira em Umuarama , o comentário nos bastidores é que pelo menos quatro cadeiras vão trocar de dono na Ceasa, vinculada à Seab. Denúncias de irregularidades na vinculada, sob investigação, são o pano de fundo do
imbróglio.
Nepotismo
O PPS do Paraná promete fazer hoje, a partir das 14 horas, uma manifestação em frente ao prédio do Ministério Público (MP) estadual, no Centro Cívico. O partido quer marcar o aniversário de um ano do pedido de investigação de nepotismo no governo estadual, encaminhado pelo ex-candidato ao governo Rubens Bueno. O PPS convidou estudantes de várias universidades para a manifestação e promete levar faixas e narizes de palhaço. O partido reclama da demora do MP em tomar providências.
Na fita
O deputado federal André Vargas foi indicado anteontem para a vice-liderança do PT na Câmara Federal. O parlamentar, com base eleitoral em Londrina, terá a função de auxiliar o líder do partido na Casa, Luiz Sérgio (PT-RJ), além de representar a legenda em plenárias e comissões. A indicação de Vargas foi a única, na bancada de quatro paranaenses petistas.
FGTS
A ação do PFL contra o uso, por parte do governo, do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) um dos itens do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal deve render polêmica em Brasília nos próximos dias. O governo quer o dinheiro para projetos de infra-estrutura. O PFL reclama da falta de garantia de retorno do dinheiro aos trabalhadores.
CPI da Invasão
A Câmara de Curitiba vai investigar as invasões de terrenos na cidade. Nos últimos quinze dias, duas áreas pertencentes a construtoras foram invadidas (áreas no bairro Campo Comprido e no Santa Quitéria). Os vereadores suspeitam de motivações políticas.
Beira-Mar
O aparato mobilizado e pago com dinheiro do Estado para a escolta do traficante Fernandinho Beira-Mar de Catanduvas até o Rio de Janeiro, para acompanhar uma audiência de um dos processos a que responde, esta semana, apesar de revoltar muitos cidadãos, tem uma razão de ser. Na avaliação do advogado e professor Leonardo Pantaleão, do Complexo Jurídico Damásio de Jesus (CJDJ), o deslocamento do criminoso dá garantias de que a defesa não vai tentar reverter as decisões no processo. Isso por causa do princípio constitucional da ampla defesa. O fato de ele não estar presente na audiência poderia ser interpretado como cerceamento desse direito.
Perguntinha
E se a moda de a Justiça mandar parlamentar devolver salário pega?
Equipe da Folha | [email protected]





