INFORME FOLHA
PSDB no divã
Na avaliação de analistas políticos, o cenário para as eleições municipais de 2008 ainda está nebuloso. Isso porque um dos principais atores da peça, o PSDB, está rachado e não define qual será seu papel. Os tucanos do Paraná se reunirão amanhã, às 10 horas, para uma espécie de terapia de grupo que deve incluir a lavagem de roupa suja. Nesse encontro, o partido deve definir sua postura. Desde a convenção para as eleições do ano passado que os tucanos andam se estranhando. A ala do ex-presidente da Assembléia Legislativa Hermas Brandão é pró-Roberto Requião. Outra corrente prefere vestir a camisa da oposição. O presidente estadual da legenda, Valdir Rossoni, acha conveniente resolver a situação de uma vez.
Ninho espinhoso
Lideranças do partido já prevêem debandada de governistas fiéis ao poder do Palácio Iguaçu.
Bagunça geral
Na opinião do professor Antonio Celso Mendes, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, o problema é que o prefeito Beto Richa (PSDB) quer a reeleição, mas o seu partido está confuso em relação ao PMDB de Requião.
Autofagia
O racha dentro do PSDB é mais do que evidente. As lideranças não se entendem e trocam farpas. A política muda todo dia e a política do Paraná está se tornando autofágica. E quem sai perdendo com isso é a população, resume Mendes.
Relatividade
Quem acompanha os embates entre tucanos e peemedebistas aposta em uma campanha turbulenta em 2008. No entanto, o grau de acidez da próxima campanha vai depender da postura que a maioria do PSDB desenvolva até lá, avalia o professor. Na semana passada, os dois partidos levaram a militância para a Boca Maldita, centro de Curitiba. Parecia briga de campanha eleitoral.
Livre do apagão aéreo
Sabemos que ele gosta de voar, mas não é possível que este governo voe tanto, voe fazendo cera, voe para não fazer nada, voe para desmoralizar o erário com gastos de R$ 1,8 bilhão. Comentário ácido do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), aquele que renunciou por conta do escândalo da violação do painel do Senado. Na opinião do senador baiano, quem ganha uma eleição com milhões de votos de diferença poderia dar ao Brasil um exemplo.
Posse no TC
O ex-presidente da Assembléia Legislativa Hermas Brandão toma posse amanhã de manhã no cargo de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado. O ex-deputado foi eleito conselheiro em 14 de dezembro de 2006, pela Assembléia Legislativa, e sua nomeação para o cargo aconteceu por despacho do governador, publicado no início deste ano no Diário Oficial do Estado.
Ser conselheiro
Ser conselheiro do TC pode não render os cerca de R$ 500 mil mensais ou mais de um cartório, mas de ruim não tem nada: o salário mensal é de R$ 22 mil, além de direito a carro com motorista e direito a nomear dez assessores. Apesar de afastar Brandão da vida política intensa que tinha antes, como presidente do Poder Legislativo estadual e cacique do PSDB, o TC não deixa de ser Legislativo. É um órgão ligado à Casa.
Porto
A Comissão Mista para o Controle Social do Complexo Portuário, composta por cerca 40 entidades da sociedade civil organizada, tem reunião agendada para o próximo dia 13 de março, na sede do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do Paraná, em Curitiba.
Pública
A reunião da chamada Comissão do Porto será pública e discutirá como tema principal a organização do 1º Seminário Internacional de Infra-Estrutura Portuária do Paraná, que pretende reunir especialistas do setor vindos de diversas partes do mundo. A Comissão Mista foi criada em outubro do ano passado, pelo plenário do Crea.
Revogação de mandatos
A sociedade reclama providências, reclama correção de rumos. Do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Marco Aurélio, demonstrando simpatia pela proposta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de revogação popular de mandatos, chamada recall, em tramitação no Congresso.
Atentos?
Na opinião do presidente do TSE, esse instrumento pode fazer com que aqueles que foram escolhidos representantes se mantenham mais atentos ao fato de que foram eleitos para defender a causa pública e não, interesses isolados e momentâneos. Pelo que se vê, a atenção parlamentar está mais voltada para vantagens pessoais do que para as causas públicas.
Perguntinha
A debandada no PSDB vai ser grande?
Equipe da Folha | [email protected]





