INFORME FOLHA
Blindagem maluca
Menos de 24 horas da divulgação dos números sobre o péssimo desempenho da economia em 2006, o presidente Lula dá moral à equipe econômica dizendo que ela está blindada pelo sucesso. O Brasil cresceu míseros 2,9%, enquanto Argentina cresceu mais de 8%; Venezuela 7,5%.
Comendo poeira
Crescimento do PIB indica aumento da riqueza do Brasil, que indica mais emprego porque é sinal que houve mais produção na indústria, no comércio, no setor de serviços, no campo, etc. Mas o Brasil só patinou.
Blindagem perversa
De blindagem o governo entende: o próprio presidente do Banco Central já foi blindado. Três anos atrás, diante de denúncias que poderiam resultar em punição, o presidente Lula conferiu-lhe estatus de ministro.
Cartas ao Correio
Na seção de cartas da FOLHA há uma acusação grave contra os Correios que a instiuição deve mandar apurar e responder. A menos que termine tudo em (mini) pizza como os escândalos que foram alvo de uma CPI, aquela que foi um fiasco.
Exagero
Crea-PR, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil fizeram uma vistoria na tarde de ontem no Anfiteatro do Zerão, em Londrina. Não apontaram falha do ponto de vista estrutural. Mas defenderam a
interdição do local por causa da aparência de abandono.
Apenas sensação
A aparência de abandono, segundo o Crea-PR, cria uma sensação de insegurança na população. Insegurança existe em toda parte. Então vão ter que interditar a cidade. Mas esta não seria uma atribuição do Conselho de Segurança e da Polícia?
40 horas
O secretário estadual da Saúde, Cláudio Xavier, determinou que os servidores da saúde cumpram 40 horas semanais de serviço. A ordem do secretário começa a valer a partir de segunda-feira e quem não cumprir está sujeito a penalidades administrativas, como o corte das horas não trabalhadas. A discussão em torno das horas dos servidores da área é antiga. O sindicato da categoria se ampara em uma decisão de classe que fixa um total de 30 horas semanais, mas o Estado argumenta que não há amparo legal para isso.
Jetom...
Pelo menos oficialmente, a maioria dos 54 deputados estaduais se diz favorável ao fim do pagamento extra nas convocações extraordinárias. A última foi em janeiro deste ano. Toda vez que o plenário da Assembléia Legislativa precisa funcionar fora do período regulamentar, cada um dos 54 deputados recebe dois salários, um pela convocação
(R$ 9,5 mil) e outro pela desconvocação (outros
R$ 9,5 mil). Tudo isso por apenas algumas tardes de trabalho.
...ou não jetom
Como a proposta de acabar com o jetom partiu de um petista, Tadeu Veneri, a bancada do partido anunciou que votará a favor. A intenção é resgatar a credibilidade do Legislativo, nas palavras do líder Elton Welter. Em vista da atual situação do Legislativo, credibilidade mesmo só se os parlamentares de todo Brasil passassem a ganhar salário mínimo e não tivessem verba de gabinete paga com dinheiro público...
Trâmite
A proposta de fim do polpudo jetom foi encaminhada à comissão especial que está encarregada de analisar a redução do período de recesso parlamentar da Assembléia. O novo calendário, proposto pela Mesa Executiva da Casa, prevê a interrupção das sessões plenárias entre 17 de julho e 1º de agosto e 22 de dezembro a 2 de fevereiro. Atualmente, o recesso vai de 15 de dezembro a 15 de fevereiro, mais todo o mês de julho (três meses de férias por ano).
PPPs
A definição de normas para licitação e contratação de Parcerias Público-Privadas no âmbito estadual deve constar da Agenda Legislativa 2007, documento que a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) prepara para ser lançado em abril. A agenda, em sua terceira edição, é uma coletânea dos projetos de lei em tramitação no legislativo estadual que geram impactos positivos ou negativos sobre o setor industrial. A publicação reúne projetos relacionados a assuntos econômicos, infra-estrutura, meio ambiente, tributos, política social e questões institucionais.
Requião x Beto
Mais um round. O advogado Mário Lobo, assessor do governador Roberto Requião (PMDB), contestou as declarações do ex-diretor financeiro do DER, José Richa Filho, à FOLHA. Richa Filho disse que a Justiça reconheceu que era devido o pagamento de R$ 10 milhões à DM Construtora. Segundo Lobo, Richa Filho está mal orientado pelos advogados. O processo estava em primeira instância e nem chegou a ser julgado, afirmou Lobo. Quando foi diretor-financeiro do DER, em 2003, José Richa Filho autorizou um pagamento de R$ 10,7 milhões à DM, que participou da duplicação da rodovia Curitiba-Garuva. O governo Requião contesta a legalidade esse pagamento.
Perguntinha
A Assembléia reduz o recesso e acaba com o
jetom?





