Chutes na mãe e...
No dia 31 de janeiro, uma operária que mora em Ibiporã e trabalha em Londrina foi assaltada no centro da cidade (de Londrina, é claro), com arma na cabeça. O susto a deixou imóvel e, como não saiu correndo, conforme ordem dos bandidos, recebeu chutes nas pernas.

...coronhadas no filho
Na sexta-feira passada o filho dela recebeu coronhadas na cabeça mesmo depois de entregar a moto para os bandidos. Sem resistência. A moto foi adquirida a prazo e só quatro prestações estavam pagas.

Pé quente
Jogo LEC e Nacional de Rolândia empatado em 2 a 2. O Tubarão, sob pressão, amarga o seu pior momento da partida. O deputado Barbosa Neto (PDT-PR) conversa com torcedores e grita: ‘‘Vamos virar esse jogo e ganhar de 4 a 2’’. Os torcedores, céticos, fingem acreditar. Barbosa, ainda completa: ‘‘4 a 2 ou mais!’’. Torcedores gostam mas não se empolgam. Fim do jogo: LEC 6 Nacional 2. Torcedor comenta: ‘‘O Barbosa tem que comparecer em todos os jogos’’.

E agora?
Deputado Ricardo Barros (PP-PR), na ISTOÉ de sábado: ‘‘Quero ajudar o agronegócio’’. Só que Ricardo apóia Lula, cujo governo não disfarça seu preconceito com relação ao agronegócio. Petistas ainda confundem agronegócio com a oligarquia exploradora dos anos 50. Pode ter visão mais atrasada?

No mesmo lixo
Aliás, a ISTOÉ comete uma injustiça, ao mostrar a cara (suja) do parlamento. Ela coloca os folclóricos Clodovil e Frank Aguiar na mesma vala de ‘‘elementos’’ que deveriam estar presos. A análise parece confundir ‘‘inúteis’’ (não se sabe, ainda, pois podem fazer algo de bom) com ‘‘perniciosos’’ (já se sabe, pois foram alvo de denúncias).

Sem distinção
Na reportagem ‘‘Que Congresso é esse?’’, os ‘‘folclóricos’’ têm a mesma reprovação, da revista, que os mensaleiros Valdemar Costa Neto (PR-SP) e
João Paulo Cunha (PT-SP). Na verdade, são coisas
diferentes.

Caso de Polícia
Dos 513 deputados eleitos, 74 são acusados de corrupção, lesão corporal e tentativa de homicídio. Três são citados: um do PT-MG (Juvenil Alves), um do PMDB-PA (Jader Barbalho) e um do PSDB-PE (Cícero Lucena). Aqui a acusação é grave e nada tem de folclore.

Palocci
Estranho, mas a revista pega leve no caso de Palocci e Jenoino, ambos do PT-SP. Sobre Palocci diz que o ex-ministro da Fazenda de Lula foi abatido pelos escândalos da Caixa Econômica e violação da conta bancária do caseiro Francenildo Costa.

Genoino, o da cueca
No caso de José Genoino, diz que ele renunciou à presidência do PT depois que um assessor do irmão foi preso com dólares na cueca. Genoino, diz ISTOÉ, ficou arredio e não faz discursos. E não tem proposta.

Pensando bem...
Os folclóricos Clodovil e Frank Aguiar são gente fina e são limpos, quando comparados com políticos de vários partidos, incluindo aí os da base do governo. Basta olhar as fichas de cada um.

Empresas de segurança
Quem fiscaliza as empresas de segurança? A agressão ao repórter Sérgio Ribeiro, da Rádio Brasil Sul, sábado, no VGD, mostra omissão ou conivência dos seguranças que atuavam no estádio. Qual é o papel do segurança, afinal? Da Polícia Militar - esta sim, responsável oficial pela segurança - espera-se ações mais firme.

Impunidade 1
Matéria publicada pela FOLHA no último domingo revela o que qualquer cidadão já sabia: o mandato parlamentar livra políticos das garras da Justiça. Os julgamentos dos últimos dez anos dos processos criminais que envolvem políticos, no Supremo Tribunal Federal (STF), mostram que nenhum político foi condenado. Das duas, uma: ou os políticos brasileiros são exemplos de ética e honestidade ou estão mesmo saindo impunes. Os processos tratam de desvio de verba pública, gestão fraudulenta, formação de quadrilha, sonegação, entre outros.

Impunidade 2
Já que o clima é de reforma política e de alterações na legislação, não seria o caso de rever certas benesses que só contribuem para o aumento da impunidade?

PMDB
O ex-ministro do STF Nelson Jobim, que disputa o comando nacional do PMDB, deve visitar o diretório paranaense no dia 2 de março. Nos bastidores, o comentário é que os paranaenses devem apoiar Jobim, em bloco. Na semana passada, foi o atual presidente nacional do PMDB, deputado federal Michel Temer (SP), candidato à reeleição, que esteve em Curitiba para uma reunião com os peemedebistas.

Suspensão
A assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) informou que, desde o dia 13 de fevereiro, o secretário estadual da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, não recebe mais os salários referentes ao seu cargo de promotor de Justiça. Licenciado do MP para assumir a pasta no Executivo, Delazari deveria ter voltado para o órgão no final do ano passado. A suspensão dos vencimentos foi sugerida pelo conselho superior do MP.

Perguntinha
Protegidos por dispositivos legais, os políticos
estão muito preocupados em serem acusados de
corrupção?

Equipe da Folha | [email protected]

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