INFORME FOLHA
Onde está Wally
O presidente do Ippul, João Baptista Bortolotti, reafirmou ontem que estava mesmo acompanhando uma missão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na tarde da última segunda-feira, quando foi procurado por repórteres para falar de sua responsabilidade no loteamento do Jardim Vale Verde área de preservação ambiental.
Desencontro
Segundo Bortolotti, ele e o secretário de Obras, Aloysio de Freitas, acompanhavam dois grupos diferentes do BID. Por isso, Freitas teria se enganado ao dizer que ele estaria no Ippul. Os dois grupos se encontraram depois, garantiu.
Rompidos
O rompimento ácido e escancarado entre o governador Roberto Requião (PMDB) e o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), coloca ainda mais tempero nas eleições municipais do ano que vem, quando serão escolhidos novos prefeitos e vereadores. O PMDB já trabalha com uma lista extensa de candidatáveis, e Beto Richa tende a buscar a reeleição no maior colégio eleitoral do Estado, tendo como respaldo as obras de sua gestão. O PMDB quer recuperar terreno e conseguir votações expressivas nos grandes centros, onde perdeu para Osmar Dias caso de Londrina, por exemplo. Os próximos meses prometem desdobramentos interessantes. Tudo indica uma briga de foice.
Zen
Ao ser questionado ainda sobre as denúncias feitas, anteontem, pelo deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB), líder da oposição na Assembléia Legislativa, o chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro, disse que o Executivo recebe as acusações com tranqüilidade. Nunca vi oposição fazer elogio. É o espírito democrático. Mas se houver indícios é claro que nós vamos apurar, afirmou.
Troca de farpas
As denúncias da oposição, relatadas após o episódio da escolinha, apontam superfaturamento em obras de saneamento no Litoral e na compra de televisores. Ontem, lideranças políticas de ambos os lados se manifestaram sobre o assunto através de cartas à imprensa.
Violenta
Sobre a carta de Beto Richa a Requião, Iatauro disse que ela contém muita violência gramatical.
Paranavaí
O vice-prefeito de Paranavaí, Rubens Felippe, toma posse interinamente hoje. Ele ocupará o cargo pela terceira vez na atual gestão. O prefeito Maurício Yamakawa (PDT) se licencia até o final do mês. Até o dia 28 estará em viagem ao Japão, atendendo a convite do governo japonês. A posse de Rubens Felippe está marcada para o gabinete da Prefeitura, às 9 horas. As relações entre Paranavaí e Japão estreitaram-se em 2005, quando Yamakawa integrou uma comitiva do governo federal àquele país.
De deputados...
Hermes da Fonseca e Natálio Stica já assumiram seus cargos na Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Fonseca assumiu a Diretoria Administrativa e Natálio Stica, a Diretoria Comercial. A indicação dos dois petistas partiu do governador Roberto Requião e foi aprovada pelo Conselho de Administração da companhia.
...a diretores da Sanepar
Stica substitui Amadeu Geara, que retorna à iniciativa privada, e Fonseca assume o cargo que vinha sendo acumulado pelo presidente da Sanepar, Stênio Jacob.
Farol
Sobre a denúncia feita pelo Ministério Público (MP) estadual contra ela, por improbidade administrativa, a prefeita de Farol, Dirnei de Fátima Gandolfi Cardoso (PMDB), disse que não vê no ato nenhum prejuízo ao patrimônio público, conforme a denúncia que foi encaminhada ao Ministério Público por representantes de partidos políticos da oposição local. De acordo com o Ministério Público, os três teriam promovido excursões a Foz do Iguaçu para servidores, utilizando a frota de ônibus escolares.
Pontos turísticos
Segundo a prefeita, através da associação dos servidores públicos municipais de Farol foi promovida uma viagem para visitação aos pontos turísticos de Foz do Iguaçu, sendo que as despesas com combustível e diária do motorista, foram integralmente custeadas pelos servidores públicos.
Contrabando
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu pedido feito pelo empresário paranaense João Celso Minosso no habeas corpus (HC) 87108 para a suspensão da execução antecipada da pena. Ele foi denunciado por contrabando de cigarros paraguaios, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha e condenado a onze anos e quatro meses de reclusão. O empresário teve o mesmo pedido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Defesa
A defesa de Minosso alegava que a execução provisória da pena atenta contra o princípio da não culpabilidade (presunção de inocência) e questionava a constitucionalidade da Súmula 267 do STJ, pois a prisão verificada antes do trânsito em julgado de uma sentença penal condenatória só poderia ocorrer nos casos em que os requisitos das medidas cautelares estiverem satisfeitos.
Espólio de Carvalhinho
A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná acolheu ontem um agravo do espólio do ex-presidente da Fiep José Carlos Gomes Carvalho para liberação dos bens.
Perguntinha
Vai até onde a briga entre Requião e Beto Richa?
Equipe da Folha | [email protected]





