INFORME FOLHA
Elemento surpresa
Alegando ter um compromisso inadiável em Curitiba, a vereadora Maria Brugnaro Camacho (PMDB) - que preside a Comissão Especial de Inquérito de Faxinal para investigar desvios de dinheiro do programa de atendimento a pequenos produtores por autoridades do Estado - saiu ‘atirando’ contra os deputados para justificar a sua ausência anteontem na cidade, interpretada por aliados dos envolvidos como ‘‘uma fugida da raia’’. ‘‘Eles bem que podiam ter-me avisado que vinham. Soube da história em Curitiba, saí correndo para chegar cedo e aí descobri que já haviam deixado a cidade’’, reclamava ela ontem. A comissão de deputados que foi a Faxinal estava desfalcada. O presidente, Horácio Rodrigues (PL), e Ricardo Chab (PTB) não viajaram. José Tavares (PTB), Cesar Seleme (PPB) e Eduardo Trevisan (PFL) ficaram com o ‘rojão’.
Terra fértil
O chefe da Casa Civil, Rafael Greca, viajou para as festas de fim de ano, mas antes cuidou da montagem de cada detalhe do presépio que costuma ser atração para amigos, na chácara São Rafael, encostada em Curitiba. Mandou o Iapar despachar de Londrina três sacas de terra vermelha, que virou a base do presépio, todo montado com figuras feitas por tradicionais santeiros de Nápoles, na Itália.
Único desejo
E Greca não esconde o que pretende fazer com a terra vermelha, depois de passado o Dia de Reis. ‘‘Vou usar a terra no canteiro e crescer coisa muito boa: uma eleição para o Senado’’, revelou, adiantando seu único pedido para quando sorver as uvas e memorizar os desejos para 98, na passagem de ano.
Caixinha
Empolgado com o ‘presente de Natal’ de R$ 12 mil, pagos pelo PMDB a título de indenização por danos morais da campanha de 92, Rafael Greca orientou sua equipe jurídica para ficar de olho em novas acusações do gênero. Na última segunda-feira, os advogados do chefe da Casa Civil já ajuizaram ação nos mesmos moldes contra o jornal ‘‘Impacto’’, editado em Curitiba.
Corre-corre
Mesmo com o tempo todo tomado na administração de Curitiba, o prefeito Cássio Taniguchi não se descuidou dos presentes da família. Na primeira folga, na noite de terça-feira, ele circulava pelas lojas do Shopping Mueller, para completar a lista pessoal dos seus presenteados.
Peso pesado
Se a oposição sentisse o peso do relatório de atividades de 98 que o presidente da Fundepar, Segismundo Morgenstern, enviou para as redações dos jornais nesta semana, perderia uns três dias conferindo o documento para ter base de constestação. O volume de 410 páginas pesa uns três quilos. A carta que acompanha o material recomenda ‘‘leitura atenta’’ do destinatário.Check-up
Ressabiado com as intensas dores lombares que o obrigaram a baixar ao hospital em outubro, Aníbal Khury (PFL) decidiu se armar contra eventuais recaídas. Nesta semana, o presidente da Assembléia Legislativa se submeteu a uma ressonância magnética em Curitiba e até o Ano Novo o deputado leva o resultado do exame para o médico analisar.
Cerco
Entre os assuntos ‘empurrados’ para 98 na Assembléia Legislativa está uma ‘velha’ pretensão do governo: a suspensão do desconto em folha dos professores estaduais para a APP-Sindicato. A equipe quer que as contribuições, atualmente ‘obrigatórias’ em função de um acordo com governos passados, sejam espontâneas.
Conta gorda
A suspensão do recolhimento seria uma forma de, indiretamente, ‘esvaziar’ o caixa da APP-Sindicato, que bate, conforme um secretário de área afim, nos R$ 300 mil a R$ 400 mil por mês. E estaria aí a fonte do poder de fogo da mobilização da categoria. Na semana passada, Aníbal Khury se reuniu com líderes da APP e de outras entidades e também anunciou que adia o assunto para o ano que vem.
Olho gordo
O deputado federal Ricardo Barros, declarado candidato a governador pelo PPB, está gostando da briga entre Lerner, Requião e os irmãos Dias (Álvaro e Osmar). Barros acredita que se o clima entre os adversários continuar até a campanha, não será difícil convencer o eleitor a optar pela ‘‘terceira via’’ - ele, no caso. ‘‘Os líderes das pesquisas vão se acabar pelo caminho’’, cruza os dedos o deputado.
Por fora
Ricardo Barros repete o mesmo ‘eslogan’ dos lanternas de pesquisas para vender seu peixe. Lembra que na campanha para prefeito de Maringá, em 1988, dois meses antes da eleição ele tinha apenas 1,67% da preferência na pesquisa. Nas vésperas da votação chegou a 27,88% e acabou se elegendo com 34,4% dos votos. ‘‘Vamos repetir a eleição de Maringá, quando vencemos correndo por fora’’, sonha alto. A dúvida é se o PPB leva essa onda de candidatura própria até o fim.
Vez do vice
Tauillo Tezelli (PSDB) pediu licença para a Câmara de Campo Mourão e se afasta do cargo de prefeito por 15 dias, a partir de 2 de janeiro, sem remuneração. Em seu lugar, assume o vice e secretário da Agricultura e Meio Ambiente, agrônomo Márcio Nunes.Vapt-Vupt
• Para compensar a ‘mancada’ gerada pela ausência da coordenadora das investigações na Câmara de Faxinal, os deputados que foram para lá atrás de novas informações aproveitaram o tempo para conceder entrevista à radio local e, quem sabe, cavar mais uns votinhos por lá.
• Além de Ademar Traiano (PTB), Júlio Ando (PFL) é o outro deputado que está com seus dias contados na Assembléia Legislativa. Terá de deixar a vaga com a volta do secretário da Indústria e do Comércio, Nelson Justus (PTB), prevista para fevereiro.
• O Instituto de Pesos e Medidas também vai se deslocar com uma equipe para o litoral do Estado nesta temporada. A fiscalização de balanças, bombas de combustível, produtos têxteis, mercadorias pré-medidas e até camisinhas estão no roteiro do Ipem/PR, cujo telefone para denúncias será o (041) 976-2420.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais

mockup