Informe Folha
INFORME FOLHA
Equação pragmática
Nem Rafael Greca, nem Emília Belinati ou Reinhold Sthepanes. Na viagem desta semana a Brasília, a cúpula do poder no Paraná voltou convencida de que a composição do chapão majoritário para o governo do Estado passa pelo PSDB do presidente Fernando Henrique Cardoso. Não só pela necessidade de ramificação da aliança PFL-PSDB para sustentar a candidatura presidencial no Estado. Mas também para que os pleitos do governo do Paraná fluam num ano eleitoral em que tempo é voto. Nesse jogo de xadrez, o Iguaçu voltou a avaliar uma candidatura do PSDB entre os nomes que pode vir a bancar no próximo ano. E como a maior densidade eleitoral no ninho tucano tem o nome do presidente da Telepar, a vaga pode ser dele.
Clero
Nada menos que doze padres pretendem disputar as eleições de 98 pelo PT. Revelação é do presidente do partido, Pedro Tonelli, que no encontro de Maringá, hoje e amanhã, deve confirmá-los na lista de candidatos à Câmara Federal e à Assembléia Legislativa. Um deles vai para a reeleição de federal: padre Roque Zimmermann.
Risco
O desgaste do processo de impeachment não fez o governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (PMDB), colocar as barbas de molho. Em meio à reunião do Codesul, ontem, em Curitiba, ele reafirmou que vai à reeleição. Mas com o PMDB rachado. O ex-prefeito de Criciúma e hoje presidente da Celesc, Eduardo Pinto Moreira, corre por fora. Com apoio do todo poderoso prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira.
Impasse 1
Os diretórios municipais do PSDB de Apucarana e Campo Mourão prometem realizar normalmente a convenção de amanhã, apesar de a direção estadual ter determinado sua suspensão, por infidelidade partidária. Nos dois municípios, os atuais dirigentes integram o grupo de Lerner.
Impasse 2
Em Apucarana, o ex-prefeito Valter Pegorer tem cargo no governo e em Campo Mourão o ex-prefeito Rubens Bueno, agora PTB, deixou o partido dos tucanos, mas eles continuam fiéis a ele. Fazer a convenção não é afronta, mas um direito nosso. Não existe infidelidade nenhuma, disse Pegorer. Entre Álvaro e Lerner, afirma, vota em Lerner para o governo.
Borracha
Assim que soube que o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública, João Kuster Puppi, deu liminar mandando suspender a licitação para duas empresas privadas fazerem o serviço de vistoria dos carros, até aqui realizada pelo Detran, o governador Lerner se antecipou e mandou zerar tudo. Antes que o processo ande na Justiça. O deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB) foi o autor da ação que acusa o governo de criar um novo cartório.Brecha
Mas como tudo são elucubrações, o chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), não perde nenhuma oportunidade para se lançar candidato ao Senado. No meio de uma entrevista sobre o bloqueio dos empréstimos externos do Paraná pela CAE, sem mais nem menos o ex-prefeito de Curitiba embutiu na fala que o Paraná precisa de um senador como ele.
Reticências
O próprio chefe da Casa Civil, no entanto, já começa a admitir que pode não levar o Senado. Ao comentar a briga interna pela candidatura, saiu-se com esta: Quem bate o penâlti é o artilheiro apontado pela torcida. Se o povo não me quiser como artilheiro, poderei ser zaqueiro ponta-esquerda e concorrer à Câmara Federal.
Lei caduca
Greca acompanha par e passo toda e qualquer alternativa apontada pelos que não o querem na vaga senatorial. Advogados ligados a ele apresentaram o argumento para minar uma tese do presidente da Assembléia, Aníbal Khury, a favor da candidatura independente de Emília Belinati (PTB) ao Senado. Numa coligação para eleições majoritárias - Hermas Brandão (também PTB) sairia como vice na chapa de Lerner -, esta hipótese caducou ainda na década de 70.
Insistência
Emília Belinati embarca quarta-feira para uma viagem de 25 dias a países asiáticos. Anteontem ela almoçou com Aníbal Khury e voltou a insistir que quer o Senado, não a vice. No Palácio Iguaçu, não se cogita outra hipótese senão a da dobradinha Lerner-Emília na cabeça.
Ouvidos moucos
O presidente nacional do PPB, Paulo Maluf, teria orientado a sua bancada de deputados federais a apoiar o lobby do governador Jaime Lerner para a liberação dos empréstimos. Mas apenas Fernando Carli e João Iensen se manifestaram a favor.
Barragem
A contraproposta da negociação salarial apresentada pelo presidente do Banestado, Manoel Garcia Cid, aos funcionários da instituição financeira bateu na trave. Presidente do Conselho de Administração do banco, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, avisa que o reajuste prometido não será possível.
Cobrança
O prefeito de Cornélio Procópio, José Antonio Otoni Fonseca (PMDB), cobra do governo do Estado mais atenção para sua região. Ele está conversando com prefeitos de cidades vizinhas e articula para exigir do governador Jaime Lerner que sejam repassadas verbas para obras de saneamento. Verbas essas que estariam sendo barradas em Curitiba.Vapt-Vupt
O embaixador do Japão no Brasil, Chihiro Tsukada, participa hoje em Londrina do 1º Simpósio Paranaense de Ciência Política, no auditório do Senai. A promoção é do Instituto Andorinha, entidade civil que estimula a formação de novas lideranças políticas. Tsukada falará sobre a estrutura política do Japão.
Tem mais um cacique índio no PSB. Na noite de sexta-feira, um jantar do comando do partido no Estado comemorou a atração de Paulinho Paiakan e outros 30 líderes comunitários, todos brindando Lerner, Cássio Taniguchi e Rafael Greca.
Antonio Carlos Garcia, irmão do pré-candidato ao Senado pelo PPB, Tony Garcia, teve seus bens bloqueados pela Justiça Federal. Dessa vez não pelas pendências fraudulentas do consórcio Garbaldi, mas por irregularidades na seguradora Ramo.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais





