INFORME FOLHA
Ajuda providencial
O diretor-geral da Itaipu Binacional, Euclides Scalco, viajou ontem para participar do jantar em homenagem ao presidente da Argentina, Carlos Menem, no Itamaraty. Mas não viajou de mãos abanando. Aproveitando o pacote de correção da rota econômica, levou ao presidente FHC seu plano de política de austeridade e da liquidação da dívida de US$ 16 bilhões de Itaipu. Ele também faria uma análise da crise do setor energético, para sugerir providências. No sábado a Itaipu colocou em funcionamento as cinco unidades de geração que estavam paradas desde a queda das torres de transmissão de energia de Furnas. Às 22h28 minutos a hidrelétrica respondia pelo suprimento de 3 mil MW de potência. No domingo, a carga gerada já era de 8.754 MW. A usina só volta a operar com sua potência normal no próximo dia 16.Nada a declarar
Não teve jeito de o governador Jaime Lerner fazer uma projeção ainda ontem dos efeitos do ‘‘pacotão’’ para a sociedade. Nem adiantou a insistência de jornalistas, alguns de veículos de circulação nacional, incumbidos de ouvir os três governadores do Sul. Ele só fala depois de ‘sentir’ as primeiras reações populares.
Não caiu a ficha
A falta de avaliação antecipada das medidas anunciadas tem uma explicação no governo do Paraná. O secretário do Planejamento, Miguel Salomão - que na equipe é quem melhor sabe destrinchar o economês -, está viajando para o exterior. E o da Fazenda, Giovani Gionédis, dava sinais, às 16 horas de ontem, que não acompanhou o anúncio.
Aplicado
Entre os secretários de áreas afetadas, o da Administração, Reinhold Stephanes Júnior, foi o mais aplicado no estudo do pacote. No início da tarde, seus assessores contatavam os jornais atrás de um resumo do conjunto de medidas.
Desembarque
Quem teme os efeitos do pacote no governo foi o chefe do Cerimonial, Eduardo Guimarães. Com a elevação da taxa de embarque, peso de bagagem e redução do valor de compra nos Duty Free, os custos de viagem para o exterior vão aumentar.
Gôndola
‘‘O governo perde a eleição no carrinho de supermercado.’’ Quem diz é o assessor econômico da Fetaep, Sérgio Gutierrez, ao duvidar da capacidade do governo em manter o imposto sobre a importação de alimentos.
Em movimento
Com ou sem pacote de austeridade, uma missão de empresários da Flórida (EUA) desembarca amanhã em Curitiba, para fechar negócios.
Romaria 1
O Fórum Permanente de Segurança de Londrina tem reserva na agenda do governador para as 15h30 de hoje. O presidente da Acil, Abílio Medeiros, o prefeito Antonio Belinati, o deputado José Tavares e outras lideranças da cidade vão voltar a insistir com Lerner sobre a necessidade da liberação de verbas para a construção da cadeia pública de Londrina, principalmente. ‘‘Do jeito que está, é um barril de pólvora’’, diz Medeiros.
Romaria 2
Os secretários Cândido de Oliveira, da Segurança; Augusto Canto Neto, de Obras; e Edson Vidal, da Justiça, foram convocados para o encontro. Antes, a comissão também aborda o presidente da Assembléia, Aníbal Khury, e o procurador geral da Justiça, Olímpio Sotto Maior.Gargarejo
O deputado Orlando Pessuti (PMDB) entrou mudo e saiu calado da sessão de ontem da Assembléia Legislativa. Estava completamente afônico. Por ter passado o domingo cantando música caipira na banda do prefeito de Paranacity, José Cláudio Batista (PSDB).
Países exóticos
A vice-governadora Emília Belinati vai poder conhecer in loco a origem e causas de tanta oscilação das bolsas no mundo. Ela viaja dia 26 integrando a missão econômica Brasil-Japão. O roteiro inclui China, Tailândia, Coréia do Sul e Indonésia.
Perderam a vez
Hoje não tem sessão e os funcionários da Câmara de Vereadores de Curitiba foram alertados para não chegar ao trabalho de carro. A inauguração do vizinho Estação Plaza Show vai tomar todas as 100 vagas do estacionamento da Praça Eufrásio Correa e adjacências, fora as mais de mil internas. Se a moda pega...
Cabresto
Por um projeto que o vereador José Roberto Sandoval (PPB) quer ver aprovado em Curitiba, não basta aos pais de família inscritos na Cohab apresentarem comprovante de residência no município na hora do cadastramento. Ele quer que seja exigido também o comprovante de ‘‘domicílio eleitoral’’. Daí a essa exigência virar massa de manobra eleitoreira é só um passo.
Ponte informal
Na reunião do secretariado, na quinta-feira passada, houve discussão acalorada sobre um veículo de comunicação que costumava ir além da crítica do campo administrativo-político e atacar a figura do governador e sua família. Na sexta-feira, um ex-secretário de Estado passou duas horas ao telefone com o diretor daquele jornal. Resultado: a equipe do veículo já tem a ordem de ‘recolher’ as armas.
Visita
O presidente da Mineropar, Omar Akel, visitou ontem a regional de Curitiba da Folha e falou sobre os investimentos da empresa de mineração, numa conversa com a direção.Vapt-Vupt
• Lerner está ‘‘fechando o cerco’’ sobre o PPB. Não quer nem saber da ameaça do partido de lançar candidato próprio ou se aliar à oposição. Ontem, o governador conversou com todos oss sete deputados da bancada.
• O vereador Severino Folador (PTB), de Cascavel, exibe cópias de documentos enviados a órgãos do Estado, entre eles a Secretaria da Saúde, para provar que, antes do prefeito Salazar Barreiros (PPB), foi ele quem encampou a briga por um Siate para Cascavel. Miolo de sanduíche nessa guerrinha eleitoral, a população ainda não viu a cor dos carros de atendimento de emergência.
• Por decisões que andavam provocando úlceras em gabinetes do Palácio Iguaçu, o chefe de Comunicação Social da Copel, Lauro Feital, foi colocado de molho.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais

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