Informe Folha
INFORME FOLHA
Lerner e o Senado
O governador Jaime Lerner (PFL) falou grosso ontem em Londrina ao garantir que a palavra final sobre candidatura ao Senado caberá a ele. Mais parecia uma resposta ao presidente da Assembléia Legislativa, Aníbal Khury (PFL), que vem cobrando uma definição do governador. Não vou admitir tiroteio dentro da nossa trincheira, de jeito nenhum, reagiu Lerner. Uma advertência para o fim do mal-estar entre os três pré-candidatos ao Senado: a vice-governadora Emília Belinati (PTB), o chefe da Casa Civil, Rafael Greca (PFL), e o ministro da Previdência, Reinhold Stephanes (também PFL).
Amassando chão
O secretário de Administração de Londrina, Moysés Leônidas, tratou de tornar públicas as queixas do chefe, pelo descaso do governo em comunicar o cancelamento da viagem de Lerner, anteontem à região. O Belinati ficou plantado quase três horas no aeroporto, sem que qualquer assessor de Curitiba se dignasse a dar um telefonema. E eu sei porque estava junto.
Toma lá...
Ontem, Belinati deu o troco em Lerner. O prefeito chegou atrasado para receber o governador que, aplaudido pelos funcionários do Iapar, esbanjava bom humor. Greca, que estava junto, traduziu o encontro como reafirmação do bom relacionamento entre nós. Isso um dia depois de Belinati anunciar a encomenda de uma pesquisa sobre suas chances ao governo.
Águas passadas?
Na semana passada, a relação entre Greca e Belinati teve fios desencapados. Depois de uma crítica de Greca à região dos Cinco Conjuntos, uma espécie de menina dos olhos do prefeito e seu grande reduto eleitoral. Belinati devolveu batendo duro também. Mas ontem, tudo parecia bem.
Pouso forçado
Por desencargo de conciência, o prefeito Salazar Barreiros (PPB) conversará mais uma vez com agricultores que estão sendo reassentados na Fazenda Piquiri, pela Copel, para que aceitem o novo aeroporto de Cascavel no local. Mas já sabe que eles não topam. A área deve ser mesmo uma próxima à Ferroeste, que o Estado se dispõe a comprar.
Mais um
Políticos e líderes de Juvinópolis, distrito de Cascavel, começaram a discutir ontem a emancipação da localidade, apesar desse tipo de projeto estar trancado pelo Congresso. O vereador Severino Folador (PTB), com origem no distrito, é um dos cabeças.
Ajudazinha
O PC do B de Ricardo Gomyde faz trabalho de convencimento de estudantes pró-frente de oposição, que reúna de Álvaro Dias ao PT de Cheida, passando por Roberto Requião. A proposta será lançada hoje, no 44º Congresso da Upes - União Paranaense de Estudantes Secundaristas.Pega interno
O ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida está se concedendo um prazo até 23 de novembro, num encontro do PT em Maringá, para definir se mantém sua pré-candidatura ao governo do Estado ou se vai disputar uma vaga da deputado federal ou estadual. A condição para entrar na briga pelo governo é uma só: Se não acontecer a aliança de oposição ao governo Lerner, eu estou fora, avisa.
Sutilezas
Meu problema não é perder a eleição, é entrar na disputa já tendo perdido, apenas para marcar posição e puxar votos para deputados, resumiu Cheida. Ele fala em candidatura a federal para provocar a bancada dos três deputados que está contra a composição com Álvaro Dias (PSDB). Mais diretamente ao deputado Paulo Bernardo. Os dois vão disputar votos em Londrina, se a ameça se consumar.
Passando o mico
Se a aliança não vingar, Cheida diz já ter candidato ao governo: É Paulo Bernardo, o mais experiente do partido, com dois mandatos de deputado federal. Como sobra uma vaga, eu me lanço a federal. O vice da chapa sugerido por ele é o deputado estadual Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha.
Melhor opção
Já o deputado Paulo Bernardo - que admite aliança com o PMDB de Roberto Requião, mas rechaça a inclusão de Álvaro Dias - contra-ataca dizendo que se é para buscar uma composição forte, então é melhor o PT se aliar ao governador Jaime Lerner. O que garantiria trânsito no governo e chance de eleger mais gente nas proporcionais.
Pragmatismo 1
Sem Requião e sem Álvaro na disputa pelo governo - conforme a avaliação dos petistas -, uma candidatura própria poderia atingir 25% dos votos no Paraná, estima Paulo Bernado. Esse desempenho, conforme o deputado, puxaria votos para eleger cinco deputados federais (hoje eles são três), um ganho eleitoral.
Pragmatismo 2
Cheida diz que não é o pragmatismo oportunista que faz seu grupo defender uma aliança para enfrentar Lerner em 98. Não podemos ficar mais quatro anos vendo o barco passar. Temos de nos ocupar dos nossos prefeitos, não só do parlamento. O PT tem de definir se continua só sonhando ou se sonha e idealiza, diz.
Ti-ti-ti
Entrega do Prêmio Acil, feita anteontem à noite no Country Club de Londrina, reuniu Álvaro Dias, Antonio Belinati, Luiz Eduardo Cheida e Luiz Carlos Hauly. Todos no maior ti-ti-ti. Detalhe: o governo do Estado, maior patrocinador do evento, não mandou representante.Vapt-Vupt
A Lei de Imprensa em discussão no Congresso está desfigurada. É coisa feita por congressistas vagabundos, conservadores e canalhas. Mais uma escrachada de Arnaldo Jabor, de passagem pelo Paraná, nesta semana.
Constipado, Cheida comentou ontem que a única coisa que lhe rendeu até agora o encontro de segunda-feira com Álvaro Dias foi uma virose. O ar condicionado do escritório do ex-governador estava adpatado para uma temperatura glacial.
A vice-goverandora Emília Belinati está descansando em Florianópolis (SC), mas marcou presença na assinatura do Plano de Cargos e Salários do Iapar, ontem, em Londrina. Foi a figura mais lembrada nos discursos, de Lerner ao deputado José Tavares, pela batalha para que isso se consumasse.
Mari Tortato, de Curitiba, com Redação e sucursais





