INFORME FOLHA
Respingos
A informação corre nos bastidores do poder e não é confirmada oficialmente. Os marqueteiros que cuidam da imagem do governador Jaime Lerner (PFL) estariam receosos com as investigações do Ministério Público estadual e federal em busca de um caixa 2 na campanha pela reeleição do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), no ano passado. Francisco Paladino Junior, o tesoureiro da campanha de Cassio que confirmou ao Ministério Público maquiagem na prestação de contas entregue pelo PFL à Justiça Eleitoral, estaria ameaçando entregar mais um dossiê ao PMDB do senador Roberto Requião, esse contendo movimentações financeiras de outras campanhas eleitorais. Paladino Junior estaria descontente com o grupo político ao qual serviu durante anos. De ressentimento entendem os marqueteiros do governador, experientes em administrar crises em situações adversas.
Meio-de-campo
Há quem garanta que foi Fernando César Mesquita, ex-assessor do hoje senador José Sarney (PMDB), quem fez o meio-de-campo entre Requião e a ''Folha de S.Paulo'' na matéria completa sobre o escândalo do caixa 2. O jornalista estaria prestando ainda uma assessoria informal ao senador.
Língua ardente
Aliás, Requião abriu fogo contra a executiva nacional do partido. Para ele, a iniciativa da executiva de limitar o número de votantes nas prévias do partido é tentativa de enfraquecer os setores do PMDB que fazem oposição a FHC. Requião disse que ''há sete anos o partido lambe a rapadura do governo, mesmo que isso lhe sangre a língua''.
Gafe
Lerner passou ontem por tremenda saia-justa em entrevista ao vivo à Rádio Paiquerê AM, de Londrina. Lerner reclamava que nenhum jornal do município tinha noticiado o projeto de transformação do antigo cadeião da Rua Sergipe em centro cultural.
Desmentido
Lerner foi desmentido no ar pelo apresentador JB Faria. Tanto a Folha como o Jornal de Londrina publicaram em seus cadernos culturais reportagem com o anúncio da reforma do cadeião. A cobertura da Folha incluiu foto do governador, exibindo a planta do projeto.
Bronca
O governador teve ainda que ouvir comentário sobre sua assessoria: ''Com sinceridade, é uma das mais fracas que eu vejo do governo do Estado'', disse o injuriado JB. ''Agora vou ter que atender ao ministro José Serra'', repicou Lerner, dando por encerrada a entrevista.
Comemoração
Em meio a crises, uma boa notícia para o governo. Segundo o Palácio Iguaçu, o Ministério da Fazenda aprovou todas as metas do ajuste fiscal do Paraná no ano 2000.
Em campanha
O ministro da Saúde, José Serra (PSDB), agiu como candidato ontem em Curitiba. Depois de encerrar solenidade de formatura de 4.321 atendentes de enfermagem, respondeu às queixas feitas pelo governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), de que estaria recebendo de FHC um ''arsenal'' em favor de sua candidatura.
Discurso pronto
''O único arsenal que tenho é minha capacidade de trabalho e, em certas circunstâncias, a coragem de enfrentar barreiras, como no caso de medicamentos, de cigarros e até barreiras administrativas, como no caso de organizar um curso deste tamanho, no prazo de dois anos, para 220 mil pessoas.''
Em alta
Serra mostrou que está com a popularidade em alta e acabou vivendo momentos de galã de novela. Subiu no palco abaixo de palmas incessantes. Depois, ao receber um beijinho no rosto em cumprimento da oradora das formandas de enfermagem, ouviu um ''ahhh!!!!'' geral. Ainda teve que posar, tirar fotos e até autografar na roupa da mulherada.
Empurra-empurra
O governo do Estado não se entende. Lerner garante que o secretário da Fazenda, Ingo Hubert, está disponível para dar entrevistas sobre a privatização da Copel e as parcerias firmadas pela estatal entregando o filé mignon do setor elétrico à iniciativa privada. Entretanto, o dia-a-dia dos jornalistas não é bem assim.
Redoma
O secretário nunca está livre para explicações, que deveriam ser de domínio público. Tem aliado fazendo inclusive piadinha que, desde que passou a acumular as funções de secretário e presidente da Copel, está mais fácil audiência com o Papa em Roma que com Ingo.
'Jingle bells'
O Palácio Iguaçu já está decorado para as festas de final de ano. Foram penduradas estrelas nas janelas e uma cascata de luzes na frente do prédio, no Centro Cívico. A conta de luz vai aumentar.
Chefão
O secretário de Segurança, José Tavares, ficou irritado, ao ser de novo questionado pela Folha sobre a eventual redução no efetivo da PM em Londrina. ''Quero respeito, sou a autoridade máxima das polícias no Estado'', avisou.
Meta
A meta do Tribunal de Contas é reduzir o índice de reprovação de contas de prefeituras e câmaras municipais referentes a 2001 para 10%. A informação foi dada ontem, em Campo Mourão, pelo presidente do TC, Rafael Iatauro, durante reunião com prefeitos de três regiões do Noroeste do Estado Campo Mourão, Umuarama e Paranavaí.
Números
Segundo o conselheiro do TC, o número de prefeituras e câmaras que tiveram prestações de contas rejeitadas a partir de 2000 aumentou no Paraná. Até 1999, cerca de 15% das contas eram reprovadas pelo TC. Já nas primeiras análises feitas nas contas de 2000, quando entrou em vigor a Lei de Responsabilidade Fiscal, esse número chegou a 40%.
Perguntinha
Cadê Paladino Junior?





